SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2021
Paciente de 34 anos, sexo feminino, deu entrada na emergência com queixa de cefaleia e embaçamento visual há 1 dia, sem melhora com o uso de analgésicos, evoluindo há algumas horas com confusão mental. Sem comorbidades prévias. Na admissão, PA de 220/170mmHg, sendo realizada fundoscopia que demonstrou papiledema. Exame físico resumido: FC 115bpm; FR 20irpm; respiratório: murmúrios simétricos e sem ruídos adventícios; cardiovascular: bulhas rítmicas, normofonéticas em 2 tempos, sem sopros; gastrointestinal: abdome globoso, flácido e indolor à palpação; membros inferiores: pulsos cheios, edema simétrico +/IV; neurológico: Glasgow 14 (AO: 4 RM: 6 RV: 4), sem déficits focais. Tomografia de crânio de admissão normal.Sobre o caso clínico é INCORRETO afirmar:
Encefalopatia hipertensiva → PA muito alta + disfunção orgânica aguda (confusão, papiledema) = Redução PA controlada com IV (não oral) para ↓ PAM 10-15% na 1ª hora.
A encefalopatia hipertensiva é uma emergência médica que exige redução controlada da pressão arterial com agentes intravenosos, visando diminuir a PAM em 10-15% na primeira hora e não mais que 25% nas primeiras 24 horas, para evitar hipoperfusão cerebral e renal. O uso de IECA e BCC via oral não é a conduta inicial adequada.
A encefalopatia hipertensiva é uma forma de emergência hipertensiva, caracterizada por disfunção cerebral aguda devido à elevação súbita e grave da pressão arterial, que excede os limites da autorregulação vascular cerebral. Isso leva à hiperperfusão cerebral, ruptura da barreira hematoencefálica e edema cerebral. É uma condição grave que exige reconhecimento e tratamento imediatos para prevenir danos neurológicos permanentes. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de hipertensão grave (PA geralmente > 220/120 mmHg), alteração do nível de consciência (confusão, letargia, convulsões) e papiledema. A tomografia de crânio é fundamental para excluir outras causas de alteração neurológica, como hemorragia intracraniana ou AVC isquêmico, embora na encefalopatia hipertensiva a TC possa ser normal ou mostrar edema. A investigação de causas secundárias de hipertensão é crucial em pacientes jovens sem comorbidades prévias. O manejo da encefalopatia hipertensiva exige uma redução controlada da pressão arterial com agentes anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida e curta duração, como labetalol, nicardipino ou nitroprussiato. O objetivo é reduzir a pressão arterial média (PAM) em 10-15% na primeira hora, e não mais que 25% nas primeiras 24 horas, para evitar hipoperfusão cerebral e renal. O uso de medicamentos orais ou a redução muito agressiva da PA são contraindicados, pois podem precipitar isquemia.
A encefalopatia hipertensiva é uma síndrome cerebral orgânica aguda caracterizada por hipertensão grave (geralmente PA diastólica > 120 mmHg), alteração do nível de consciência (confusão, letargia) e papiledema, sem outra causa aparente.
A meta é reduzir a pressão arterial média (PAM) em 10-15% na primeira hora, e não mais que 25% nas primeiras 24 horas, utilizando agentes anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida e controlável, como nitroprussiato, labetalol ou nicardipino.
Pacientes jovens sem histórico de hipertensão com crise hipertensiva grave devem ser investigados para causas secundárias, como doença renal, feocromocitoma, hiperaldosteronismo primário, estenose de artéria renal ou Síndrome de Cushing, pois o tratamento da causa subjacente é fundamental.
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