CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2021
Na encefalopatia hipertensiva pode, posteriormente, surgir alterações adequadamente descritas no item:
Encefalopatia hipertensiva → alterações estado mental, visuais (fotopsia, turva), convulsões, hiperreflexia, sinais de hipertensão intracraniana.
A encefalopatia hipertensiva é uma emergência médica caracterizada por disfunção cerebral aguda devido à elevação grave e súbita da pressão arterial, que excede os limites da autorregulação cerebral. Isso leva a edema cerebral e manifestações neurológicas diversas, incluindo alterações visuais e convulsões.
A encefalopatia hipertensiva é uma emergência médica caracterizada por disfunção cerebral aguda e reversível, causada por uma elevação súbita e grave da pressão arterial que excede os limites da autorregulação do fluxo sanguíneo cerebral. Isso leva à hiperperfusão cerebral, ruptura da barreira hematoencefálica e edema vasogênico, resultando em uma constelação de sintomas neurológicos. É crucial para o residente reconhecer esta condição para evitar danos cerebrais permanentes. As manifestações clínicas da encefalopatia hipertensiva são variadas e podem incluir cefaleia intensa, náuseas, vômitos, alterações do estado mental (confusão, letargia, coma), déficits visuais (visão turva, fotopsia, amaurose, hemianopsia) e crises convulsivas generalizadas. Ao exame físico, pode-se encontrar papiledema, hiperreflexia e outros sinais de hipertensão intracraniana. O diagnóstico é clínico, com suporte de exames de imagem como a ressonância magnética, que pode mostrar edema vasogênico. O tratamento visa a redução controlada da pressão arterial para prevenir lesões cerebrais adicionais, geralmente com agentes anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida. A meta é diminuir a pressão arterial média em 20-25% na primeira hora, e então de forma mais gradual. O prognóstico é geralmente bom se a condição for reconhecida e tratada prontamente, mas atrasos podem levar a sequelas neurológicas permanentes ou morte.
Os principais sintomas incluem cefaleia intensa, náuseas, vômitos, alterações do estado mental (confusão, letargia), déficits visuais (visão turva, fotopsia, cegueira cortical) e crises convulsivas.
A fisiopatologia envolve a falha da autorregulação do fluxo sanguíneo cerebral diante de elevações agudas e graves da pressão arterial, resultando em hiperperfusão, disfunção endotelial e edema vasogênico cerebral.
O manejo inicial consiste na redução gradual e controlada da pressão arterial com anti-hipertensivos intravenosos (como nitroprussiato, labetalol, nicardipino), visando diminuir a PA média em 20-25% na primeira hora para evitar isquemia cerebral.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo