SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2015
Chega em uma unidade de emergência uma paciente negra, de 72 anos, com histórico de HAS que se encontra agitada e confusa. Familiar refere que a paciente apresentava cefaleia e náuseas de início essa manhã. Após monitorização a paciente encontra-se com PA: 260 x 180, FC: 98, e sat O₂ 93%, com crepitações bibasais. Sobre o quadro clínico acima:
Encefalopatia hipertensiva → Redução PA imediata com IV, considerar IECA para SRAA.
A encefalopatia hipertensiva é uma emergência médica que exige redução imediata da pressão arterial com agentes endovenosos para prevenir ou limitar a lesão de órgão-alvo. A ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona é um componente fisiopatológico importante, justificando o uso de IECA ou BRA em alguns contextos.
A encefalopatia hipertensiva é uma das manifestações mais graves da crise hipertensiva, caracterizada por disfunção cerebral aguda devido à elevação súbita e acentuada da pressão arterial. É uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para prevenir danos neurológicos permanentes. A prevalência é maior em pacientes com hipertensão mal controlada e em populações específicas, como idosos e negros. A fisiopatologia envolve a falha da autorregulação do fluxo sanguíneo cerebral, levando à hiperperfusão e edema cerebral. O diagnóstico é clínico, baseado na elevação grave da PA e sintomas neurológicos agudos, como cefaleia, confusão e convulsões. Exames de imagem cerebral (TC ou RNM) são importantes para excluir outras causas, mas não devem atrasar o tratamento. O tratamento consiste na redução controlada da pressão arterial com agentes anti-hipertensivos endovenosos, como nitroprussiato, labetalol ou nicardipino. A escolha da medicação e a velocidade de redução dependem da condição clínica do paciente. O prognóstico melhora significativamente com o tratamento precoce e adequado, mas o risco cardiovascular a longo prazo permanece elevado.
Os sinais incluem cefaleia intensa, náuseas, vômitos, confusão mental, agitação, convulsões e, em casos graves, coma. A pressão arterial é tipicamente muito elevada.
A meta é reduzir a pressão arterial média em 20-25% na primeira hora, com uma redução gradual para níveis seguros nas 24-48 horas seguintes, evitando hipotensão.
A ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona contribui para a lesão vascular na crise hipertensiva. IECA podem ser úteis para modular essa resposta, especialmente em pacientes com disfunção ventricular esquerda.
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