FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Paciente hipertenso crônico, com elevação dos valores de ureia e creatinina fora diabetes mal controlado, evolui com rebaixamento do nível de consciência e dificuldade respiratória. Sua pressão arterial está extremamente elevada com PA 230 x 130 mmHg. Seus exames demonstram glicemia de 120, valores de ureia e creatinina ainda não indicam hemodiálise.Tomografia demonstra intenso edema cerebral. Qual das alternativas abaixo MELHOR explica o caso?
Crise hipertensiva + edema cerebral → Encefalopatia hipertensiva por falha da autorregulação cerebral.
A encefalopatia hipertensiva ocorre quando a pressão arterial excede os limites da autorregulação cerebral, levando à hiperperfusão, ruptura da barreira hematoencefálica e edema vasogênico. É uma emergência hipertensiva que exige redução controlada da PA.
A encefalopatia hipertensiva é uma emergência médica grave, caracterizada por disfunção cerebral aguda devido a uma elevação súbita e acentuada da pressão arterial. É crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecerem essa condição, que pode levar a danos neurológicos permanentes ou morte se não tratada prontamente. A prevalência é maior em pacientes com hipertensão crônica mal controlada. A fisiopatologia envolve a falha dos mecanismos de autorregulação cerebral. Em condições normais, os vasos cerebrais se contraem ou dilatam para manter um fluxo sanguíneo constante. Quando a pressão arterial excede um limiar crítico (geralmente >180/120 mmHg), essa autorregulação falha, resultando em hiperperfusão cerebral, ruptura da barreira hematoencefálica e edema vasogênico. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de hipertensão grave, sintomas neurológicos agudos e exclusão de outras causas. O tratamento visa a redução gradual e controlada da pressão arterial para evitar hipoperfusão cerebral e lesão isquêmica. Medicamentos intravenosos como nitroprussiato, labetalol ou nicardipino são frequentemente utilizados. O prognóstico é geralmente bom com tratamento rápido e adequado, mas atrasos podem resultar em sequelas neurológicas.
Os sinais incluem cefaleia intensa, náuseas, vômitos, alterações visuais, convulsões, rebaixamento do nível de consciência e déficits neurológicos focais transitórios.
Ocorre quando a pressão arterial excede o limite superior da autorregulação cerebral, levando à vasodilatação forçada, hiperperfusão, disfunção endotelial e extravasamento de fluido para o interstício cerebral, causando edema vasogênico.
A encefalopatia hipertensiva geralmente apresenta sintomas neurológicos difusos e edema cerebral difuso na imagem, enquanto o AVC tipicamente causa déficits focais e lesões isquêmicas ou hemorrágicas localizadas.
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