HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Das alternativas abaixo, aponte a CORRETA sobre os fatores precipitantes de Encefalopatia Hepática na Cirrose.
Encefalopatia hepática: Hemorragia GI, infecções (PBE) e excesso proteico são os principais precipitantes.
A encefalopatia hepática é uma complicação grave da cirrose, e seus fatores precipitantes são cruciais para o manejo. A hemorragia gastrointestinal, infecções (como a peritonite bacteriana espontânea) e o consumo excessivo de proteínas aumentam a carga de amônia e outras neurotoxinas, descompensando a função cerebral.
A encefalopatia hepática (EH) é uma síndrome neuropsiquiátrica complexa que ocorre em pacientes com disfunção hepática grave, especialmente na cirrose. É caracterizada por um espectro de alterações neurológicas e psiquiátricas, desde déficits cognitivos sutis até coma profundo. Sua prevalência é alta em pacientes cirróticos, sendo um marcador de descompensação e pior prognóstico, o que a torna um tema frequente em provas de residência e crucial na prática clínica. A fisiopatologia da EH é multifatorial, mas o acúmulo de amônia é o principal mecanismo envolvido. A amônia, normalmente metabolizada pelo fígado, atinge o cérebro e causa edema astrocitário e disfunção neuronal. Fatores precipitantes, como hemorragia gastrointestinal (que aumenta a carga proteica intestinal), infecções (que induzem inflamação sistêmica e aumentam a produção de citocinas) e o consumo excessivo de proteínas (que eleva a produção de amônia), são gatilhos comuns para a descompensação da EH. O tratamento da EH envolve a identificação e correção dos fatores precipitantes, além de medidas para reduzir a produção e absorção de amônia, como o uso de lactulose e rifaximina. O prognóstico da EH está diretamente ligado à gravidade da disfunção hepática subjacente e à capacidade de controlar os fatores desencadeantes. Residentes devem dominar a identificação rápida desses fatores para instituir o tratamento adequado e melhorar os desfechos dos pacientes.
Os principais fatores precipitantes incluem hemorragia gastrointestinal, infecções (especialmente peritonite bacteriana espontânea e infecção do trato urinário), consumo excessivo de proteínas, constipação, uso de sedativos/hipnóticos e desidratação.
A hemorragia gastrointestinal aumenta a carga de proteínas no intestino, que são metabolizadas por bactérias em amônia e outras neurotoxinas. Além disso, a hipovolemia e a hipoperfusão hepática podem agravar a disfunção hepática existente.
As infecções, como a peritonite bacteriana espontânea, levam a uma resposta inflamatória sistêmica que aumenta a permeabilidade da barreira hematoencefálica e a produção de citocinas pró-inflamatórias, exacerbando a neuroinflamação e a toxicidade da amônia no cérebro.
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