UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Em relação à encefalopatia hepática (EH) podemos AFIRMAR que:
EH: diagnóstico clínico, mas imagem essencial para excluir outras causas de alteração neurológica.
Embora o diagnóstico de encefalopatia hepática seja primariamente clínico, exames de imagem como TC ou RM de crânio são cruciais para descartar outras causas de alteração do estado mental em pacientes com doença hepática, como AVC, hemorragia intracraniana ou tumores, que podem mimetizar ou coexistir com a EH.
A encefalopatia hepática (EH) é uma síndrome neuropsiquiátrica complexa que ocorre em pacientes com insuficiência hepática aguda ou crônica, sendo uma complicação comum e grave da cirrose. Sua prevalência é alta, afetando até 30-40% dos pacientes com cirrose avançada, e representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo na prática clínica, especialmente em emergências. É crucial para residentes reconhecerem e manejarem essa condição. A fisiopatologia da EH envolve a acumulação de neurotoxinas, principalmente amônia, que não são adequadamente metabolizadas pelo fígado disfuncional, levando a disfunção cerebral. O diagnóstico da EH é essencialmente clínico, baseado na história e exame físico do paciente com doença hepática. No entanto, exames complementares, como a dosagem de amônia (embora não seja um marcador diagnóstico definitivo) e, crucialmente, exames de imagem cerebral (TC ou RM), são fundamentais para o diagnóstico diferencial e para excluir outras causas de alteração do estado mental que podem mimetizar ou agravar a EH, como acidente vascular cerebral, hemorragia intracraniana, infecções do SNC ou tumores. O tratamento da EH visa identificar e corrigir os fatores precipitantes, reduzir a produção e absorção de amônia intestinal (com lactulose e rifaximina) e fornecer suporte geral. Embora a EH seja frequentemente reversível, surtos repetidos podem levar a déficits cognitivos cumulativos e persistentes, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente. O prognóstico está diretamente relacionado à gravidade da doença hepática subjacente e à resposta ao tratamento.
Os sinais e sintomas da encefalopatia hepática variam de alterações sutis de humor e comportamento a confusão mental grave, asterixe, sonolência e coma, dependendo do grau de disfunção hepática.
Exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética cerebral, são cruciais para descartar outras causas de alteração do estado mental, como AVC, hemorragia intracraniana, infecções ou tumores, que podem coexistir ou mimetizar a encefalopatia hepática.
As causas precipitantes comuns incluem infecções (especialmente peritonite bacteriana espontânea), sangramento gastrointestinal, desidratação, distúrbios eletrolíticos (hipocalemia), uso de sedativos e constipação.
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