IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Homem de 60 anos com história de alcoolismo crônico apresenta confusão mental e tremores. Qual é a principal suspeita diagnóstica?
Alcoolismo crônico + confusão/tremores → Encefalopatia hepática (descartar abstinência e Wernicke).
A encefalopatia hepática é uma complicação grave do alcoolismo crônico, frequentemente associada à cirrose e insuficiência hepática. A confusão mental e os tremores (asterixis) são sinais clássicos de acúmulo de neurotoxinas, como a amônia, devido à falha na detoxificação hepática.
A encefalopatia hepática é uma complicação neuropsiquiátrica da insuficiência hepática aguda ou crônica, comum em pacientes com cirrose hepática, frequentemente associada ao alcoolismo crônico. Sua prevalência é alta em pacientes cirróticos, e o reconhecimento precoce é crucial para evitar a progressão para coma e óbito. É um tema recorrente em provas de residência devido à sua relevância clínica. A fisiopatologia envolve o acúmulo de substâncias neurotóxicas, principalmente amônia, que não são adequadamente metabolizadas pelo fígado disfuncional. Essas toxinas atravessam a barreira hematoencefálica, causando disfunção neuronal. O diagnóstico é clínico, baseado na história de doença hepática e na presença de alterações neurológicas e psiquiátricas, como confusão, letargia e asterixis. Exames laboratoriais podem mostrar hiperamonemia, mas a correlação não é linear com a gravidade clínica. O tratamento visa reduzir a produção e absorção de amônia no intestino, utilizando lactulose (que acidifica o cólon e converte amônia em íon amônio, não absorvível) e antibióticos não absorvíveis como a rifaximina. É fundamental identificar e tratar fatores precipitantes, como infecções, sangramento gastrointestinal, desidratação e uso de sedativos. O prognóstico depende da gravidade da disfunção hepática e da resposta ao tratamento.
Os principais sinais incluem alterações do estado mental (confusão, letargia), asterixis (flapping tremor), e alterações de personalidade. Em casos graves, pode progredir para coma.
A encefalopatia hepática está associada à disfunção hepática e níveis elevados de amônia, enquanto a abstinência alcoólica ocorre após a interrupção do álcool e se manifesta com hiperatividade autonômica, tremores e, em casos graves, delirium tremens.
A amônia é uma neurotoxina que se acumula devido à falha hepática em metabolizá-la. Sua dosagem pode auxiliar no diagnóstico, e o tratamento visa reduzir sua produção e absorção intestinal com lactulose e rifaximina.
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