UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
Sobre cirrose, assinale a afirmativa CORRETA:
Cirrose + Diuréticos de alça → Risco de encefalopatia hepática (por desequilíbrio eletrolítico/hipovolemia).
O uso de diuréticos de alça em pacientes cirróticos, especialmente de forma agressiva, pode levar a desequilíbrios eletrolíticos (hipocalemia, hiponatremia) e hipovolemia, que são fatores precipitantes conhecidos da encefalopatia hepática.
A cirrose hepática é uma condição crônica e progressiva caracterizada pela fibrose e formação de nódulos de regeneração no fígado, levando à disfunção hepática e hipertensão portal. É uma das principais causas de morbimortalidade em gastroenterologia, com etiologias variadas como hepatites virais, doença hepática alcoólica e esteato-hepatite não alcoólica. A encefalopatia hepática é uma complicação neuropsiquiátrica da cirrose, causada pelo acúmulo de substâncias tóxicas (principalmente amônia) no sangue que o fígado doente não consegue metabolizar. O uso de diuréticos de alça, embora essencial para o manejo da ascite, deve ser feito com cautela. A diurese excessiva pode levar à desidratação e hipovolemia, ativando o sistema renina-angiotensina-aldosterona e aumentando a reabsorção de amônia nos túbulos renais. Além disso, a hipocalemia induzida por diuréticos pode aumentar a produção renal de amônia, precipitando ou agravando a encefalopatia. O manejo da cirrose e suas complicações exige um equilíbrio delicado. No tratamento da ascite, a combinação de espironolactona e furosemida é comum, mas a dose deve ser ajustada cuidadosamente para evitar depleção volêmica e distúrbios eletrolíticos. A síndrome hepatorrenal é uma complicação grave que requer expansão volêmica com albumina e vasopressores, e o uso agressivo de diuréticos é contraindicado. A esquistossomose mansônica causa fibrose periportal (fibrose de Symmers) e hipertensão portal, mas raramente leva à insuficiência hepatocelular e cirrose verdadeira como as hepatites virais ou o álcool.
Fatores precipitantes incluem sangramento gastrointestinal, infecções, constipação, desidratação, uso de sedativos, desequilíbrios eletrolíticos (especialmente hipocalemia) e o uso excessivo de diuréticos.
Diuréticos de alça podem levar à depleção de volume e desequilíbrios eletrolíticos, como hipocalemia, que aumentam a produção de amônia e a sensibilidade do cérebro à amônia, precipitando a encefalopatia hepática.
Em nosso meio (Brasil), as principais causas de cirrose são hepatites virais (B e C) e doença hepática alcoólica. A esquistossomose mansônica causa fibrose hepática periportal, mas raramente cirrose verdadeira com insuficiência hepatocelular.
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