Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
Das alternativas apresentadas abaixo assinale a INCORRETA sobre as principais estratégias para diminuição de encefalopatia hepática na falência hepática aguda:
Encefalopatia hepática: sedativos são contraindicados, pois pioram o quadro neurológico e mascaram a avaliação.
O uso de sedativos em pacientes com encefalopatia hepática é contraindicado, pois podem agravar a disfunção neurológica e mascarar a avaliação do nível de consciência, dificultando o manejo e a identificação de piora. As estratégias corretas visam reduzir a produção e absorção de amônia, controlar infecções e corrigir distúrbios metabólicos.
A encefalopatia hepática (EH) é uma complicação neuropsiquiátrica grave da disfunção hepática, seja crônica ou aguda, caracterizada por um espectro de alterações neurológicas e psiquiátricas. Sua prevalência é alta em pacientes com cirrose avançada e é um marcador de prognóstico desfavorável na falência hepática aguda. É crucial para o residente reconhecer e manejar essa condição. A fisiopatologia da EH envolve principalmente o acúmulo de amônia no sistema nervoso central, que é neurotóxica, além de outros fatores como inflamação sistêmica, disfunção de neurotransmissores e alterações na barreira hematoencefálica. O diagnóstico é clínico, baseado na alteração do estado mental em um paciente com doença hepática, e a exclusão de outras causas de encefalopatia é fundamental. O tratamento visa reduzir a produção e absorção de amônia (lactulose, rifaximina), controlar fatores precipitantes como infecções (peritonite bacteriana espontânea, pneumonia), sangramento gastrointestinal e distúrbios eletrolíticos. O uso de sedativos é estritamente contraindicado, pois pode agravar a depressão do SNC e mascarar a evolução do quadro, sendo um ponto crítico na prática clínica e em provas de residência.
A encefalopatia hepática é causada principalmente pelo acúmulo de substâncias neurotóxicas, como a amônia, devido à falha do fígado em metabolizá-las e à presença de shunts portossistêmicos.
Sedativos são contraindicados porque podem aprofundar a depressão do sistema nervoso central, mascarar a avaliação do estado neurológico e agravar o quadro de encefalopatia, dificultando o diagnóstico e manejo.
As medidas iniciais incluem a redução da produção e absorção intestinal de amônia (com lactulose e rifaximina), controle de infecções, correção de distúrbios eletrolíticos e metabólicos, e suporte nutricional.
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