Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2020
Paciente com quadro de sonolência, inversão do ciclo sono-vigíla, asterix, ascite. O diagnóstico mais provável, assim como a melhor forma de comprovar a hipótese clínica é:
Encefalopatia hepática → diagnóstico é clínico, baseado em sintomas neuropsiquiátricos e sinais de doença hepática.
A encefalopatia hepática é uma síndrome neuropsiquiátrica que ocorre em pacientes com insuficiência hepática, caracterizada por alterações do estado mental e neuromusculares. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na presença de fatores precipitantes, sinais de doença hepática crônica (como ascite) e sintomas como sonolência, inversão do ciclo sono-vigília e asterix.
A encefalopatia hepática é uma complicação neuropsiquiátrica grave da insuficiência hepática aguda ou crônica, caracterizada por um espectro de alterações cognitivas, comportamentais e neuromusculares. Sua prevalência é alta em pacientes com cirrose avançada, impactando significativamente a qualidade de vida e o prognóstico. É uma condição reversível se tratada precocemente. A fisiopatologia envolve a acumulação de neurotoxinas, principalmente amônia, que não são adequadamente metabolizadas pelo fígado disfuncional. Essas toxinas atravessam a barreira hematoencefálica e afetam a função cerebral. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na identificação de alterações do estado mental e sinais neurológicos (como asterix), em um paciente com doença hepática conhecida. Exames laboratoriais e de imagem servem para excluir outras causas de alteração do estado mental. O tratamento da encefalopatia hepática visa identificar e corrigir os fatores precipitantes, reduzir a produção e absorção de amônia no intestino (com lactulose e rifaximina) e fornecer suporte geral. O prognóstico depende da gravidade da doença hepática subjacente e da resposta ao tratamento. É crucial monitorar e manejar ativamente essa complicação para evitar a progressão para coma e óbito.
Os sinais e sintomas variam de alterações sutis de personalidade e humor a confusão mental, sonolência, inversão do ciclo sono-vigília, asterix (flapping tremor), e em casos graves, coma. A ascite e outros estigmas de doença hepática crônica são frequentemente presentes.
Embora a hiperamonemia seja um fator chave na fisiopatologia da encefalopatia hepática, os níveis de amônia sérica não se correlacionam de forma consistente com a gravidade clínica e podem ser influenciados por diversos fatores. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação do estado mental e neurológico do paciente.
Fatores precipitantes incluem sangramento gastrointestinal, infecções (especialmente peritonite bacteriana espontânea), desidratação, uso de sedativos, constipação, dietas ricas em proteínas e desequilíbrios eletrolíticos, como hipocalemia.
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