IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2024
Na avaliação de encefalopatia hepática pelos critérios de West Haven, um paciente cirrótico em pós-operatório que apresente sonolência, clônus e asterixis encontra-se no:
Encefalopatia Hepática Grau 3 = Sonolência, desorientação, asterixis, clônus, fala incoerente.
Os critérios de West Haven classificam a encefalopatia hepática em graus de 0 a 4, baseados na gravidade dos sintomas neuropsiquiátricos. A presença de sonolência, clônus e asterixis indica um comprometimento neurológico significativo, característico do Grau 3, onde o paciente está em um estado de torpor, mas ainda responsivo a estímulos.
A encefalopatia hepática (EH) é uma complicação neuropsiquiátrica da doença hepática grave, caracterizada por uma ampla gama de alterações cognitivas, comportamentais e neuromusculares. Sua fisiopatologia está primariamente ligada ao acúmulo de substâncias neurotóxicas, como a amônia, que não são adequadamente metabolizadas pelo fígado comprometido. A EH é uma causa significativa de morbidade e mortalidade em pacientes com cirrose e pode ser precipitada por diversos fatores, como sangramento gastrointestinal, infecções, desidratação ou uso de sedativos. A classificação da EH é tradicionalmente realizada pelos critérios de West Haven, que dividem a condição em cinco graus (0 a 4), baseados na gravidade dos sintomas. O Grau 0 representa ausência de anormalidades clínicas, enquanto o Grau 1 envolve alterações sutis de humor e comportamento, com leve comprometimento cognitivo. O Grau 2 manifesta-se com letargia, desorientação leve e asterixis. O Grau 3, como no caso da questão, é caracterizado por sonolência acentuada ou torpor, desorientação temporal e espacial, fala incoerente, e a presença de asterixis e clônus. O Grau 4 é o coma. O diagnóstico e a correta estadiamento da encefalopatia hepática são fundamentais para o manejo clínico. O tratamento envolve a identificação e correção dos fatores precipitantes, além do uso de medicamentos como a lactulose, que reduz a produção e absorção de amônia, e a rifaximina, um antibiótico não absorvível que modula a flora intestinal. O reconhecimento precoce dos sintomas e a intervenção adequada podem prevenir a progressão para graus mais graves e melhorar o prognóstico dos pacientes.
O Grau 3 da encefalopatia hepática é caracterizado por sonolência acentuada, torpor, desorientação temporal e espacial, fala incoerente, e a presença de sinais neurológicos como asterixis (flapping tremor) e clônus. O paciente ainda pode ser despertado, mas com dificuldade.
Os critérios de West Haven classificam a encefalopatia hepática em cinco graus (0 a 4), baseando-se na alteração do estado mental, comportamento, função intelectual e sinais neuromusculares, com o Grau 0 sendo ausência de anormalidades e o Grau 4 sendo coma.
A correta identificação do grau da encefalopatia hepática é crucial para guiar o tratamento e avaliar o prognóstico. Graus mais avançados indicam maior gravidade e necessidade de intervenções mais intensivas, como o controle de fatores precipitantes e o uso de lactulose e rifaximina.
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