Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Paciente de 56 anos, com histórico de uso abusivo de álcool nos últimos 35 anos, chega à unidade de saúde desatento, com fala lentificada, raciocínio lento e flapping.Considerando a classificação de West-Haven, ele está inserido no estágio
Encefalopatia Hepática Estágio II = desorientação leve, letargia, fala/raciocínio lentos, flapping.
O paciente apresenta sinais clássicos de encefalopatia hepática, como desatenção, lentidão psicomotora e flapping (asterixis). Estes sintomas são característicos do estágio II da classificação de West-Haven, que indica uma disfunção neurológica moderada devido à insuficiência hepática.
A encefalopatia hepática (EH) é uma complicação neuropsiquiátrica da insuficiência hepática aguda ou crônica, caracterizada por um espectro de alterações neurológicas e psiquiátricas. Sua prevalência é alta em pacientes com cirrose avançada, sendo um marcador de prognóstico desfavorável e um desafio diagnóstico e terapêutico na prática clínica. O reconhecimento precoce dos estágios é crucial para o manejo adequado e a prevenção de progressão para quadros mais graves. A fisiopatologia da EH é complexa, envolvendo o acúmulo de neurotoxinas, principalmente amônia, que não são adequadamente metabolizadas pelo fígado disfuncional. A amônia atravessa a barreira hematoencefálica e causa disfunção astrocitária, levando a edema cerebral e alterações na neurotransmissão. O diagnóstico é clínico, baseado na identificação dos sintomas neurológicos e na exclusão de outras causas de alteração do estado mental em pacientes com doença hepática. A classificação de West-Haven é a ferramenta mais utilizada para estadiar a gravidade da EH, variando de I (alterações leves) a IV (coma). O tratamento da EH visa reduzir a produção e absorção de amônia, principalmente com lactulose e rifaximina. É fundamental identificar e corrigir fatores precipitantes, como sangramento gastrointestinal, infecções, desidratação ou uso de sedativos. Residentes devem dominar a classificação de West-Haven para estratificar a gravidade e guiar a conduta, garantindo um manejo eficaz e melhorando o prognóstico dos pacientes com doença hepática.
O estágio II da encefalopatia hepática é caracterizado por letargia, desorientação leve, comportamento inadequado, fala e raciocínio lentificados, além da presença de asterixis (flapping tremor).
O flapping tremor, ou asterixis, é um movimento involuntário de flexão e extensão das mãos e punhos, que ocorre quando o paciente tenta manter os braços estendidos. É um sinal neurológico importante que indica disfunção metabólica cerebral, frequentemente associado à encefalopatia hepática.
Em pacientes etilistas crônicos, a principal causa da encefalopatia hepática é a cirrose hepática, que leva à insuficiência do fígado em metabolizar toxinas, como a amônia, que se acumulam no sangue e afetam o sistema nervoso central.
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