UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Homem, 55 anos, é levado à emergência por familiares, que relataram o início de febre (39ºC) havia dois dias, tendo evoluído com agressividade e sonolência. Fez uso de analgésicos sem melhora. Na admissão estava torporoso, Glasgow = 10.Ressonância magnética do crânio: áreas de aumento da intensidade do sinal em ambas as regiões frontotemporais, com aumento do sinal em T2. A hipótese diagnóstica mais provável para este paciente é:
Encefalite por HSV → febre, alteração consciência/comportamento, lesões frontotemporais RM.
A encefalite herpética é uma emergência neurológica que se manifesta com febre, alteração do nível de consciência e comportamento, e frequentemente lesões nas regiões frontotemporais na ressonância magnética. O diagnóstico precoce e o tratamento com aciclovir são cruciais para o prognóstico.
A encefalite por Herpes simplex (EHS) é a causa mais comum de encefalite esporádica fatal ou grave em países ocidentais, sendo uma emergência médica. Afeta indivíduos de todas as idades, com dois picos de incidência: um em crianças menores de 20 anos e outro em adultos acima de 50 anos. A rápida identificação e tratamento são cruciais para o prognóstico. A fisiopatologia envolve a reativação do vírus Herpes simplex tipo 1 (HSV-1) que viaja por via neural até o cérebro, afetando predominantemente os lobos temporais e frontais. O diagnóstico é baseado na suspeita clínica (febre, alteração de consciência, convulsões, déficits focais), achados de imagem (RM com lesões frontotemporais) e confirmado por PCR para HSV no líquido cefalorraquidiano (LCR). O tratamento empírico com aciclovir intravenoso deve ser iniciado imediatamente na suspeita clínica, mesmo antes da confirmação laboratorial, devido à alta mortalidade e sequelas neurológicas. A duração usual do tratamento é de 14 a 21 dias. O prognóstico depende da idade do paciente, nível de consciência ao início do tratamento e rapidez na instituição da terapia antiviral.
Os sinais clássicos incluem febre, cefaleia, alteração do nível de consciência, convulsões e alterações comportamentais ou de personalidade, muitas vezes com início agudo ou subagudo.
A RM do crânio tipicamente mostra áreas de aumento da intensidade do sinal em T2 e FLAIR, com ou sem realce, predominantemente nas regiões frontotemporais, insulares e límbicas.
O tratamento de escolha é o aciclovir intravenoso em altas doses, iniciado o mais rápido possível. A terapia antiviral precoce é fundamental para reduzir a morbidade e mortalidade associadas à doença.
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