HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
No tratamento da encefalite herpética, qual das medicações abaixo dever ser utilizada como escolha?
Encefalite herpética → Aciclovir intravenoso em altas doses é o tratamento de escolha.
O aciclovir intravenoso é o tratamento padrão-ouro para encefalite herpética, pois atinge concentrações terapêuticas no SNC e é altamente eficaz contra o vírus Herpes simplex, melhorando significativamente o prognóstico se iniciado precocemente.
A encefalite herpética (EH) é a forma mais comum de encefalite esporádica e é causada principalmente pelo vírus Herpes simplex tipo 1 (HSV-1), embora o HSV-2 possa ser responsável por casos em neonatos e imunocomprometidos. É uma emergência neurológica grave, com alta morbidade e mortalidade se não tratada prontamente. A infecção ocorre geralmente por reativação viral, com o vírus migrando do gânglio trigeminal para o lobo temporal e frontal. O diagnóstico da EH é desafiador e baseia-se na suspeita clínica (febre, alteração do nível de consciência, convulsões, déficits focais), achados de neuroimagem (lesões nos lobos temporais, frontais e insulares) e, principalmente, na detecção de DNA viral por PCR no líquido cefalorraquidiano (LCR). Devido à gravidade da condição, o tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a suspeita clínica, sem aguardar a confirmação laboratorial. O tratamento de escolha para a encefalite herpética é o aciclovir intravenoso em altas doses (10 mg/kg a cada 8 horas para adultos, por 14-21 dias). O aciclovir é um análogo de nucleosídeo que inibe a replicação viral. Sua eficácia é superior à de outros antivirais como valaciclovir ou fanciclovir para esta condição específica, pois atinge concentrações adequadas no sistema nervoso central. O início precoce do aciclovir é o fator mais importante para um melhor prognóstico, reduzindo significativamente a mortalidade e a ocorrência de sequelas neurológicas.
O tratamento precoce com aciclovir é crucial para reduzir a morbidade e mortalidade da encefalite herpética, pois o atraso na terapia pode levar a danos cerebrais irreversíveis e sequelas neurológicas graves.
O aciclovir é o antiviral de escolha devido à sua alta eficácia contra o vírus Herpes simplex, boa penetração na barreira hematoencefálica e perfil de segurança aceitável, especialmente quando administrado por via intravenosa.
Os sintomas incluem febre, cefaleia, alteração do nível de consciência, convulsões, déficits neurológicos focais (como afasia ou hemiparesia) e alterações comportamentais, que podem se desenvolver rapidamente.
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