PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Recentemente a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) publicou critérios para diagnóstico de encefalites autoimunes, baseados nos critérios de Graus et al. Dentre estes critérios para indivíduos adultos é necessário apresentar:
Encefalite autoimune = Início subagudo (<3 meses) + Déficit de memória/psiquiátrico + Exclusão de outras causas.
O diagnóstico de encefalite autoimune baseia-se na evolução subaguda de sintomas neuropsiquiátricos, não dependendo obrigatoriamente da detecção imediata de autoanticorpos.
As encefalites autoimunes são um grupo de doenças inflamatórias do sistema nervoso central mediadas por anticorpos contra antígenos de superfície celular ou proteínas intracelulares. Os critérios de Graus et al. (2016), adotados pela ABN, visam o diagnóstico precoce para iniciar a imunoterapia rapidamente. O diagnóstico de encefalite límbica definitiva requer a combinação de início subagudo, alterações bilaterais nos lobos temporais na RM e pleocitose liquórica ou EEG com atividade epileptiforme. A busca por neoplasias ocultas (síndromes paraneoplásicas) é parte integrante da investigação diagnóstica.
Os sintomas cardinais incluem déficit de memória recente (amnésia anterógrada), alterações psiquiátricas (psicose, agitação, depressão), crises epilépticas de início recente e alteração do estado mental (rebaixamento do nível de consciência ou confusão mental).
O início subagudo é definido pela progressão dos sintomas em um período inferior a 3 meses. Essa característica ajuda a diferenciar as encefalites autoimunes de processos neurodegenerativos crônicos ou quadros infecciosos hiperagudos.
Não. Os critérios de Graus permitem o diagnóstico de 'encefalite autoimune provável' com base na clínica, alterações na RM (hipersinal em T2/FLAIR em lobos temporais) e pleocitose no líquor ou EEG sugestivo, mesmo antes do resultado dos anticorpos.
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