Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
Deve-se suspeitar de encefalite autoimune quando o paciente apresenta pelo menos três manifestações clínicas típicas. São consideradas manifestações clínicas da encefalite autoimune todas as abaixo, EXCETO:
Encefalite autoimune: suspeitar com ≥3 manifestações neuropsiquiátricas, NÃO hipocalemia/acidose.
A encefalite autoimune é um grupo de condições inflamatórias cerebrais mediadas pelo sistema imune, caracterizada por uma constelação de sintomas neuropsiquiátricos. Hipocalemia e acidose metabólica são distúrbios eletrolíticos e ácido-base, não manifestações diretas da encefalite autoimune.
A encefalite autoimune é uma condição neurológica grave, caracterizada por inflamação cerebral mediada por autoanticorpos contra proteínas neuronais. Sua prevalência tem sido cada vez mais reconhecida, e o diagnóstico precoce é crucial para um tratamento eficaz e melhor prognóstico. A suspeita clínica é fundamental e se baseia na presença de um conjunto de sintomas neuropsiquiátricos de início subagudo, que não podem ser explicados por outras causas. As manifestações clínicas são variadas e podem incluir crises epilépticas (focais ou generalizadas), alterações comportamentais e sintomas psiquiátricos (como psicose, depressão, ansiedade, irritabilidade), distúrbios do movimento (discinesias orofaciais, distonia), déficits de memória (amnésia anterógrada), disfunção autonômica e alterações do nível de consciência. A presença de pelo menos três dessas manifestações típicas deve levantar a suspeita. Exames complementares como ressonância magnética cerebral, análise do líquor e pesquisa de autoanticorpos são essenciais para a confirmação diagnóstica. Para residentes, é vital estar atento a essa condição, especialmente em pacientes jovens com quadros psiquiátricos atípicos ou refratários, ou com crises epilépticas de difícil controle. O tratamento geralmente envolve imunoterapia (corticosteroides, imunoglobulina intravenosa, plasmaférese) e, em alguns casos, imunossupressores de segunda linha. O reconhecimento precoce e a instituição rápida do tratamento podem reverter ou minimizar o dano neurológico.
As manifestações mais comuns incluem crises epilépticas, sintomas psiquiátricos (psicose, alterações de humor), alterações comportamentais, distúrbios do movimento, déficits de memória e disfunção autonômica.
O diagnóstico envolve a suspeita clínica (pelo menos três manifestações típicas), exclusão de outras causas, exames complementares como ressonância magnética cerebral, análise do líquor e pesquisa de autoanticorpos específicos no soro e/ou líquor.
Condições que podem mimetizar incluem encefalites infecciosas (virais, bacterianas), transtornos psiquiátricos primários, doenças metabólicas, intoxicações e outras doenças neurológicas degenerativas ou inflamatórias.
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