HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2023
A respeito da encefalite aguda pediátrica, assinale a alternativa correta.
Encefalite aguda pediátrica é mais comum em lactentes (<1 ano), com etiologia viral predominante.
A encefalite aguda em crianças é uma condição neurológica grave, com maior incidência no primeiro ano de vida. Embora possa afetar qualquer criança, a etiologia viral é a mais comum, e as formas severas podem resultar em alta morbidade e mortalidade, mesmo em crianças previamente saudáveis.
A encefalite aguda pediátrica é uma síndrome neurológica grave caracterizada por inflamação do parênquima cerebral, frequentemente de origem infecciosa, principalmente viral. É uma condição de alta morbidade e mortalidade, que exige reconhecimento e tratamento urgentes. A epidemiologia mostra que a encefalite pode acometer crianças de todas as idades, mas há um pico de incidência em lactentes, ou seja, crianças com menos de um ano de idade, tornando-os um grupo de alto risco. Ao contrário do que se pode pensar, a encefalite não se restringe a crianças imunocomprometidas; muitas vezes, crianças previamente saudáveis são afetadas, geralmente após uma infecção viral comum. Os agentes etiológicos mais frequentes incluem o vírus Herpes Simplex (HSV), enterovírus e arbovírus. A fisiopatologia envolve a invasão viral direta do sistema nervoso central ou uma resposta imune pós-infecciosa. As formas mais severas da encefalite aguda pediátrica podem ser fatais ou resultar em sequelas neurológicas permanentes e graves, como epilepsia, déficits cognitivos e motores. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, que pode incluir antivirais (como aciclovir para HSV) e suporte intensivo, são cruciais para tentar minimizar os danos e melhorar o prognóstico.
Vírus são as causas mais comuns, incluindo Herpes Simplex Vírus (HSV), enterovírus, arbovírus (como Dengue, Zika, Chikungunya), vírus da influenza e sarampo.
Febre, alteração do nível de consciência, convulsões, cefaleia, vômitos, irritabilidade e sinais neurológicos focais são manifestações comuns.
O diagnóstico envolve avaliação clínica, punção lombar com análise do líquor, neuroimagem (ressonância magnética) e testes etiológicos específicos para identificar o agente causador.
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