Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
Considerando o diagnóstico de encefalite aguda na infância, assinale a alternativa CORRETA:
Encefalite aguda infantil → Considerar epidemiologia (região, estação) para hipóteses etiológicas.
O diagnóstico etiológico da encefalite aguda na infância é desafiador, mas a consideração de fatores epidemiológicos como a região geográfica (endemicidade de arbovírus) e a estação do ano (circulação viral) é crucial para guiar a investigação e o tratamento empírico.
A encefalite aguda na infância é uma emergência neurológica grave, caracterizada por inflamação do parênquima cerebral, geralmente de origem infecciosa. Apresenta-se com febre, alteração do nível de consciência, convulsões e sinais neurológicos focais. O diagnóstico etiológico é desafiador, sendo que uma parcela significativa dos casos permanece sem causa identificada. Apesar da dificuldade diagnóstica, a investigação deve ser sistemática. É fundamental considerar fatores epidemiológicos como a região de procedência da criança e a estação do ano. Por exemplo, em regiões tropicais, a suspeita de arbovírus (Dengue, Zika, Chikungunya) é alta, especialmente em períodos de maior atividade vetorial. Da mesma forma, a circulação de enterovírus é mais comum no verão, enquanto outros vírus respiratórios predominam no inverno. Esses dados guiam a escolha de exames complementares, como PCR em líquor para agentes específicos. O tratamento inicial é empírico e de suporte, incluindo antivirais (aciclovir para HSV) e antibióticos até a exclusão de causas bacterianas. Para residentes, a abordagem da encefalite exige uma mente aberta para diversas etiologias e a capacidade de integrar dados clínicos, laboratoriais e epidemiológicos para otimizar o diagnóstico e o manejo, visando minimizar as sequelas neurológicas.
Os principais agentes etiológicos incluem vírus (Herpes simplex, enterovírus, arbovírus como Zika, Dengue, Chikungunya, vírus da raiva, sarampo, caxumba), bactérias, fungos e parasitas, além de causas autoimunes.
A região de procedência é crucial para considerar a endemicidade de certos patógenos, como arbovírus (Dengue, Zika, Chikungunya, Febre Amarela) em áreas tropicais, ou outros vírus específicos de determinadas regiões geográficas.
A estação do ano pode indicar a circulação sazonal de certos vírus, como enterovírus no verão ou vírus respiratórios no inverno, auxiliando na formulação de hipóteses etiológicas mais direcionadas.
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