Empiema Pleural Pediátrico: Diagnóstico e Conduta Imediata

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020

Enunciado

Menino, 6 anos de idade, previamente hígido, deu entrada em pronto socorro por quadro de tosse, desconforto respiratório e febre de até 39,5°C há 1 dia. Realizada radiografia de tórax que evidenciou pneumonia a direita com presença de derrame pleural. Optado pela toracocentese, com saída de 50 mL de líquido purulento. Frente a estes dados, além da antibioticoterapia endovenosa, está indicado:

Alternativas

  1. A) Realizar dosagem de glicose, pH, desidrogenase láctica e cultura do líquido pleural,para decidir sobre drenagem torácica.
  2. B) Realizar dosagem de proteínas e desidrogenase láctica séricas e do líquido pleural,para decidir sobre a drenagem torácica.
  3. C) Realizar tomografia computadorizada de tórax com contraste para decidir sobredrenagem torácica.
  4. D) Manter observação clínica rigorosa, sem necessidade de drenagem torácica ouqualquer outra intervenção neste momento.
  5. E) Enviar líquido pleural para a cultura, e já está indicada a realização de drenagemtorácica neste momento.

Pérola Clínica

Líquido pleural purulento na toracocentese → Drenagem torácica IMEDIATA + ATB IV.

Resumo-Chave

A presença de líquido pleural purulento (empiema) na toracocentese é uma indicação absoluta para drenagem torácica imediata, além da antibioticoterapia endovenosa. Não há necessidade de aguardar resultados laboratoriais adicionais para iniciar a drenagem, pois o diagnóstico de empiema já está estabelecido pela macroscopia.

Contexto Educacional

O derrame pleural em crianças, frequentemente associado à pneumonia bacteriana, pode evoluir para empiema pleural, uma complicação grave que exige manejo rápido e eficaz. O empiema é definido pela presença de pus no espaço pleural e representa uma infecção que, se não tratada adequadamente, pode levar a sequelas pulmonares significativas e prolongar a morbidade. A toracocentese diagnóstica é crucial para a avaliação do derrame pleural. Quando o líquido aspirado é macroscopicamente purulento, o diagnóstico de empiema está estabelecido. Nesses casos, a conduta não deve ser atrasada pela espera de resultados laboratoriais adicionais (pH, glicose, LDH), pois a purulência já é uma indicação absoluta para a drenagem. Além da antibioticoterapia endovenosa de amplo espectro, a drenagem torácica é essencial para remover o material purulento, reduzir a carga bacteriana, aliviar a compressão pulmonar e permitir a reexpansão do pulmão. A escolha do dreno e a necessidade de terapias adjuvantes (fibrinolíticos intrapleurais) dependem da extensão e características do empiema, mas a drenagem inicial é mandatório.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para indicar a drenagem torácica em um derrame pleural?

A drenagem torácica é indicada em casos de empiema (líquido purulento), derrame parapneumônico complicado (pH < 7,20, glicose < 60 mg/dL, LDH > 3x limite superior sérico) e derrame volumoso sintomático.

Por que a presença de líquido purulento na toracocentese indica drenagem imediata?

O líquido purulento é diagnóstico de empiema, uma infecção grave do espaço pleural que requer remoção mecânica do pus para controle da infecção e prevenção de complicações como fibrose pleural e encarceramento pulmonar.

Quais exames devem ser solicitados no líquido pleural?

Glicose, pH, LDH, proteínas, celularidade com diferencial, coloração de Gram, cultura e, se disponível, pesquisa de antígenos bacterianos ou PCR. No entanto, a macroscopia purulenta já define a conduta de drenagem.

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