UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021
Uma das complicações mais frequentes da pneumonia na infância é o surgimento de derrame pleural seguido de empiema, que pode alongar o tempo de hospitalização e a necessidade de escalonamento de antibióticos. São medidas exclusivas que não se aconselha para diminuir o tempo de internação:
Empiema pleural: manutenção ATB prolongada/escalonada NÃO diminui tempo internação; foco é drenagem e fisioterapia.
A manutenção de antibioticoterapia prolongada e escalonada, por si só, não é uma medida exclusiva para diminuir o tempo de internação no empiema. O foco principal para redução do tempo de hospitalização e melhora clínica é a drenagem adequada do espaço pleural e a fisioterapia respiratória.
O empiema pleural é uma complicação grave da pneumonia bacteriana na infância, caracterizado pelo acúmulo de pus no espaço pleural. Sua incidência tem aumentado, e o manejo adequado é fundamental para prevenir sequelas pulmonares e reduzir o tempo de hospitalização, sendo um desafio comum na pediatria e tema relevante para provas de residência.
As principais medidas incluem antibioticoterapia sistêmica adequada, drenagem do espaço pleural (por dreno em selo d'água ou cirurgia) e fisioterapia respiratória intensiva para promover a reexpansão pulmonar.
A descorticação pulmonar é indicada em casos de empiema crônico ou organizado, onde há formação de uma membrana espessa que impede a reexpansão pulmonar, e outras medidas de drenagem falharam.
A drenagem pleural é crucial para remover o pus e o material fibrinoso do espaço pleural, permitindo a reexpansão pulmonar, controlando a infecção e melhorando a função respiratória, acelerando a recuperação.
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