Empiema Pleural Pediátrico: Diagnóstico e Manejo

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

Menino, 5a, está internado há sete dias para tratamento de pneumonia complicada com derrame pleural por pneumococo sensível à penicilina, recebendo ampicilina endovenosa (200mg/kg/dia). Foi realizada drenagem de tórax há quatro dias com dreno flexível, e infusões diárias de alteplase até hoje, quando ocorreu retirada acidental do dreno de tórax. Mantém prostração, inapetência, picos febris diários e ausculta persistentemente reduzida na base pulmonar esquerda. Hoje foi realizado novo radiograma de tórax (Imagem Q21).A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Alternativas

Pérola Clínica

Pneumonia complicada com febre persistente e ausculta reduzida pós-drenagem → suspeitar de empiema locado ou infecção persistente.

Resumo-Chave

A persistência de sintomas como febre e prostração, além de achados como ausculta reduzida, após drenagem de derrame pleural e uso de fibrinolíticos, sugere falha terapêutica ou complicação. Empiema pleural locado é uma hipótese diagnóstica forte, especialmente após retirada acidental do dreno, que pode comprometer a drenagem adequada.

Contexto Educacional

O empiema pleural pediátrico é uma complicação grave da pneumonia bacteriana, caracterizada pela presença de pus no espaço pleural. Embora a incidência tenha diminuído com a vacinação contra pneumococo, ainda representa um desafio clínico significativo. É crucial para residentes reconhecer os sinais de alerta e as complicações para um manejo adequado e precoce, evitando sequelas pulmonares a longo prazo. A fisiopatologia envolve a progressão de um derrame pleural parapneumônico para um estágio fibrino-purulento, com formação de septos e loculações que dificultam a drenagem. O diagnóstico é clínico, radiológico (radiografia, ultrassonografia, tomografia de tórax) e laboratorial (análise do líquido pleural). A suspeita deve surgir em crianças com pneumonia que apresentam febre persistente, desconforto respiratório e ausculta pulmonar alterada, mesmo após o início da antibioticoterapia e drenagem inicial. O tratamento do empiema inclui antibioticoterapia prolongada, drenagem torácica com dreno de grosso calibre e, frequentemente, o uso de fibrinolíticos intrapleurais para quebrar os septos e facilitar a drenagem. Em casos refratários ou com loculações extensas, a videotoracoscopia ou toracotomia podem ser necessárias. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas atrasos podem levar a fibrose pleural e comprometimento da função pulmonar.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de falha no tratamento de um derrame pleural complicado em crianças?

Sinais de falha incluem febre persistente, prostração, inapetência, e achados no exame físico como ausculta pulmonar persistentemente reduzida ou macicez, mesmo após drenagem e uso de fibrinolíticos. A piora clínica ou a ausência de melhora após 48-72 horas de tratamento adequado também são indicativos.

Qual a conduta inicial após a suspeita de empiema pleural locado em um paciente pediátrico?

Após a suspeita, a conduta inicial envolve a reavaliação por imagem (radiografia de tórax, ultrassonografia ou tomografia de tórax) para confirmar a loculação e guiar uma nova drenagem. A antibioticoterapia deve ser otimizada e, em alguns casos, pode ser necessária uma toracoscopia para lise de aderências e drenagem completa.

Por que a retirada acidental de um dreno de tórax é preocupante em casos de derrame pleural complicado?

A retirada acidental do dreno pode levar à perda da via de drenagem do líquido pleural, resultando em acúmulo novamente, falha na reexpansão pulmonar e persistência da infecção. Isso pode exigir a reinserção de um novo dreno ou outras intervenções para garantir a drenagem eficaz.

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