UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
Pré-escolar de 3 anos, sexo feminino, internada para tratamento de pneumonia lobar direita com derrame pleural à direita. Iniciada penicilina cristalina 200.000 UI por kg de peso ao dia. No segundo dia de internação, realizou-se drenagem torácica. No quinto dia de internação, ainda com dreno de tórax oscilante, a criança apresentava melhora clínica, porém com persistência da febre. A hemocultura apresentava crescimento de coco gram positivo. A conduta mais adequada em relação à antibioticoterapia seria:
Empiema pediátrico: Febre persistente com melhora clínica e dreno oscilante → Manter ATB se coco Gram+ sensível.
Em casos de empiema pleural em crianças, a persistência da febre é um achado comum mesmo com tratamento antibiótico adequado e drenagem torácica eficaz. Se houver melhora clínica geral (ex: melhora do estado geral, redução do desconforto respiratório) e a hemocultura revelar um coco Gram-positivo (provavelmente *Streptococcus pneumoniae* sensível à penicilina), a manutenção do antibiótico inicial é a conduta mais apropriada, evitando trocas desnecessárias.
A pneumonia lobar com derrame pleural, que pode evoluir para empiema, é uma condição grave em crianças que requer tratamento agressivo. O manejo inicial inclui antibioticoterapia empírica de amplo espectro, geralmente cobrindo *Streptococcus pneumoniae* e *Staphylococcus aureus*, e drenagem torácica para remover o líquido purulento e promover a reexpansão pulmonar. A penicilina cristalina é uma excelente escolha para *S. pneumoniae* sensível, que é um dos patógenos mais comuns. No curso do tratamento do empiema, é comum observar a persistência da febre por vários dias, mesmo quando o paciente apresenta melhora clínica geral, como redução do desconforto respiratório, melhora do estado geral e estabilização hemodinâmica. A presença de um dreno torácico oscilante indica que o sistema está funcionando e drenando o líquido adequadamente. A hemocultura positiva para coco Gram-positivo reforça a suspeita de um patógeno coberto pela penicilina, como o *S. pneumoniae*. Nesse cenário, a conduta mais adequada é manter a penicilina cristalina, monitorando de perto a evolução clínica da criança. A troca ou escalonamento do antibiótico só seria justificada se houvesse piora clínica, ausência de melhora após um período razoável (ex: 48-72h) ou se o antibiograma revelasse resistência. A paciência e a observação cuidadosa dos parâmetros clínicos são essenciais no manejo do empiema pediátrico.
Os principais agentes etiológicos são *Streptococcus pneumoniae* e *Staphylococcus aureus*. Outros patógenos, como *Haemophilus influenzae* não tipável e micoplasmas, também podem estar envolvidos, embora menos frequentemente em casos de empiema.
A febre pode persistir devido à inflamação contínua da pleura e do parênquima pulmonar, à presença de fibrina e pus no espaço pleural, e à liberação de citocinas inflamatórias. A resolução completa do processo inflamatório leva tempo, mesmo com drenagem e antibióticos eficazes.
A troca ou escalonamento do antibiótico deve ser considerada se houver deterioração clínica, ausência de melhora após 48-72 horas de tratamento adequado, ou se a cultura e o antibiograma indicarem resistência ao antibiótico inicial. A febre isolada, sem outros sinais de piora, geralmente não justifica a mudança.
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