HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021
Homem de 40 anos foi internado com tosse e febre há dez dias. Após avaliação clinicorradiológica, definiu-se a presença de condensação na base do hemitórax direito com efusão pleural. Qual dos achados abaixo no derrame pleural indicaria a realização de procedimento invasivo, como drenagem torácica ou toracoscopia?
Empiema pleural → Drenagem torácica ou toracoscopia para resolução.
O empiema pleural é uma coleção de pus no espaço pleural, indicando infecção bacteriana grave. Sua presença é uma indicação formal para drenagem, pois o tratamento apenas com antibióticos é insuficiente e pode levar a complicações como encarceramento pulmonar e sepse.
O derrame pleural é o acúmulo anormal de líquido no espaço pleural, frequentemente associado a condições pulmonares como pneumonia. A análise do líquido pleural é fundamental para diferenciar transudatos de exsudatos e identificar a etiologia, sendo crucial para o manejo adequado. A presença de um derrame parapneumônico é comum em pacientes com pneumonia, e a sua classificação em simples, complicado ou empiema guia a conduta terapêutica. A diferenciação entre os tipos de derrame parapneumônico é baseada em critérios bioquímicos do líquido pleural, como pH, glicose e LDH, além da presença de pus. Um pH < 7,20, glicose < 60 mg/dL e LDH > 3x o limite superior do soro indicam um derrame complicado. O empiema, caracterizado pela presença de pus franco no espaço pleural, é a forma mais grave e exige intervenção imediata. O tratamento do derrame pleural parapneumônico simples envolve antibióticos para a pneumonia subjacente. No entanto, derrames complicados e empiemas requerem drenagem do espaço pleural, seja por cateter torácico ou toracoscopia (VATS), para remover o líquido infectado, promover a reexpansão pulmonar e prevenir complicações como fibrose pleural e encarceramento pulmonar. A escolha da técnica de drenagem depende da extensão do derrame, da presença de septações e da condição clínica do paciente.
Um derrame parapneumônico é considerado complicado se o pH do líquido pleural for < 7,20, a glicose < 60 mg/dL, o LDH > 3x o limite superior do soro, ou se houver presença de bactérias na coloração de Gram ou cultura, ou pus franco (empiema).
A drenagem é crucial porque o empiema é uma coleção de pus que os antibióticos sozinhos não conseguem penetrar e esterilizar eficazmente. A remoção do pus e a descompressão do espaço pleural são fundamentais para o controle da infecção e a reexpansão pulmonar.
Além da drenagem torácica com cateter, outras opções incluem a instilação de fibrinolíticos intrapleurais (como alteplase e dornase alfa) para quebrar septações, e a toracoscopia (VATS) para desbridamento e lise de aderências, especialmente em casos mais organizados.
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