Empiema Pleural: Diagnóstico Bioquímico do Líquido Pleural

HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022

Enunciado

A análise bioquímica do líquido de uma toracocentese realizada em um paciente sintomático respiratório revelou PH: 7,05; DHL 1200; glicose 32; proteínas totais 5,6; celularidade com predomínio de neutrófilos. Diante do exposto, o diagnóstico mais provável é de:

Alternativas

  1. A) Empiema pleural
  2. B) Derrame para-pneumônico
  3. C) Quilotorax
  4. D) Derrame para-neoplásico

Pérola Clínica

pH pleural <7,20, glicose <60 mg/dL e DHL >1000 U/L com predomínio neutrofílico → Empiema pleural.

Resumo-Chave

A análise do líquido pleural é crucial para diferenciar derrames. Um pH muito baixo, glicose baixa, DHL muito elevado e predomínio de neutrófilos são marcadores de um derrame parapneumônico complicado ou empiema, indicando a necessidade de drenagem.

Contexto Educacional

O empiema pleural é uma coleção de pus no espaço pleural, geralmente uma complicação de pneumonia bacteriana. É uma condição grave que exige reconhecimento e tratamento imediatos para evitar morbidade e mortalidade significativas. A incidência varia, mas é mais comum em pacientes com fatores de risco como imunossupressão, alcoolismo e diabetes. O diagnóstico precoce é fundamental para um bom prognóstico. A fisiopatologia envolve a progressão de um derrame parapneumônico não complicado para um complicado, com invasão bacteriana do espaço pleural, levando a inflamação intensa, consumo de glicose pelas bactérias e células inflamatórias, e produção de ácidos. A toracocentese diagnóstica é essencial, e a análise bioquímica do líquido pleural, juntamente com a celularidade, permite classificar o derrame. Os critérios de Light modificados são amplamente utilizados para diferenciar transudatos de exsudatos e, dentro dos exsudatos, identificar os derrames complicados. O tratamento do empiema envolve antibioticoterapia sistêmica e drenagem do espaço pleural, que pode ser realizada por toracocentese de repetição, drenagem torácica com cateter, ou procedimentos mais invasivos como videotoracoscopia ou toracotomia. A falha em drenar adequadamente o empiema pode levar à formação de loculações, encarceramento pulmonar e sepse. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da instituição do tratamento adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados bioquímicos que sugerem empiema pleural?

O empiema pleural é sugerido por um pH do líquido pleural abaixo de 7,20, glicose abaixo de 60 mg/dL, DHL muito elevado (geralmente >1000 U/L ou >3x o limite superior sérico) e predomínio de neutrófilos.

Qual a importância do pH do líquido pleural no diagnóstico de empiema?

O pH do líquido pleural é um dos marcadores mais importantes. Um pH abaixo de 7,20 indica um processo inflamatório intenso e acúmulo de ácidos, sendo um forte preditor de derrame parapneumônico complicado ou empiema, que requer drenagem.

Como diferenciar um derrame parapneumônico simples de um empiema?

A diferenciação é feita pela análise do líquido pleural. Empiema apresenta pH baixo, glicose baixa e DHL alto, além de pus macroscópico ou cultura positiva. Derrame parapneumônico simples geralmente tem pH e glicose normais ou discretamente alterados e não requer drenagem.

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