PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 65 anos, com histórico de pneumonia, apresenta febre, dor torácica pleurítica e dispneia. A radiografia de tórax mostra um grande derrame pleural loculado. A toracocentese revela fluido turvo com contagem elevada de glóbulos brancos e baixos níveis de glicose. Qual é o próximo passo do tratamento?
Derrame loculado + Empiema (pH < 7.2, Glicose < 40) → Decorticação (VATS) é superior à drenagem simples.
Empiemas na fase fibrinopurulenta com loculações exigem limpeza cirúrgica (VATS) para garantir a reexpansão pulmonar e resolução da infecção.
O empiema pleural evolui em três fases: exsudativa, fibrinopurulenta e de organização. Derrames loculados indicam que o processo já atingiu a fase fibrinopurulenta, onde a formação de septos impede a drenagem completa por um dreno de tórax convencional. A intervenção cirúrgica precoce por VATS reduz o tempo de hospitalização e a necessidade de procedimentos mais agressivos no futuro, sendo o padrão para coleções multiloculadas.
É definido por critérios bioquímicos no líquido pleural: pH < 7.2, glicose < 40-60 mg/dL, LDH > 1000 U/L ou presença de bactérias no Gram/cultura.
A decorticação remove a 'casca' de fibrina que impede o pulmão de expandir. Se não tratada, essa fibrina evolui para fibrose, causando encarceramento pulmonar crônico.
A VATS (videotoracoscopia) é preferível nas fases iniciais do empiema (fase II) por ser menos invasiva. A toracotomia é reservada para casos crônicos (fase III) com fibrose densa.
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