Empiema Pleural Pediátrico: Análise do Líquido Pleural

FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024

Enunciado

Um adolescente de 15 anos foi levado ao pronto-socorro pela sua mãe devido a febre persistente, dor torácica no lado direito e dificuldade respiratória há cerca de uma semana. Ele também relatou tosse produtiva com expectoração de pus. História anterior: O jovem havia tido uma infecção respiratória alta cerca de três semanas atrás, acompanhada de tosse e febre moderada, que parecia ter melhorado com um curso de antibióticos prescrito por seu médico de família. No entanto, sua condição piorou nas últimas semanas. Ao examinar o paciente, o médico observou que ele estava febril, com uma temperatura de 38,9°C. A ausculta pulmonar revelou diminuição dos sons respiratórios e crepitações no lado direito do tórax. O exame físico também mostrou que ele estava respirando com dificuldade. Exames de Diagnóstico: Radiografia de tórax: A radiografia de tórax revelou a presença de um grande derrame pleural no lado direito. Punção pleural: foi realizada uma punção pleural para drenar o líquido infectado. Sobre o empiema em crianças e adolescentes, qual dos resultados abaixo, da análise do líquido pleural, não sugere este diagnóstico?

Alternativas

  1. A) LDH <100.
  2. B) pH < 7,2.
  3. C) Glicose < 40 mg/dL.
  4. D) Ultrassonografia torácica com finos septos de permeio.

Pérola Clínica

Empiema pleural: pH <7.2, glicose <40 mg/dL, LDH >1000 UI/L, celularidade >50.000/mm³ com predomínio de neutrófilos.

Resumo-Chave

O empiema pleural é uma complicação grave de pneumonia, caracterizada por pus no espaço pleural. A análise do líquido pleural é crucial para o diagnóstico, com achados típicos de pH baixo, glicose baixa e LDH elevado, além de celularidade aumentada.

Contexto Educacional

O empiema pleural é uma coleção de pus no espaço pleural, geralmente uma complicação de pneumonia bacteriana, mais comum em crianças e adolescentes. Representa uma forma grave de derrame pleural parapneumônico e exige tratamento agressivo para evitar sequelas pulmonares e sistêmicas. O diagnóstico de empiema é feito pela análise do líquido pleural obtido por toracocentese. Achados típicos incluem pH < 7,2, glicose < 40 mg/dL, LDH > 1000 UI/L e contagem de leucócitos elevada com predomínio de neutrófilos. A ultrassonografia torácica é essencial para avaliar a presença de septações e guiar procedimentos. O tratamento envolve drenagem do líquido pleural (toracocentese de repetição, dreno torácico), antibioticoterapia sistêmica adequada e, em casos selecionados, fibrinólise intrapleural ou videotoracoscopia. O manejo precoce é crucial para otimizar o prognóstico e prevenir complicações como fibrose pleural e encarceramento pulmonar.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar um empiema pleural?

O empiema é diagnosticado pela presença de pus macroscópico no espaço pleural ou por achados bioquímicos no líquido pleural como pH < 7,2, glicose < 40 mg/dL, LDH > 1000 UI/L e contagem de leucócitos > 50.000/mm³ com predomínio de neutrófilos.

Qual a importância do pH e da glicose no líquido pleural para o diagnóstico de empiema?

O pH baixo (< 7,2) e a glicose baixa (< 40 mg/dL) no líquido pleural indicam um processo inflamatório e infeccioso significativo, com metabolismo bacteriano intenso, sendo marcadores importantes de empiema ou derrame parapneumônico complicado.

Como a ultrassonografia torácica auxilia no manejo do empiema?

A ultrassonografia torácica é fundamental para identificar a presença de septações e loculações no derrame pleural, guiando a punção e a inserção de drenos, além de avaliar a necessidade de fibrinólise ou cirurgia.

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