HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021
Paciente internado com quadro de pneumonia complicada, com derrame pleural à esquerda. Toracocentese revelou presença de empiema, sendo então submetido a drenagem pleural. Após 10 dias da drenagem, o paciente permaneceu com febre e a radiografia de tórax manteve opacidade de seio costofrênico. Realizou tomografia de tórax, que evidenciou coleções septadas em cavidade pleural esquerda. Qual deve ser a conduta neste momento?
Empiema pleural com coleções septadas e falha de drenagem → Indicar toracoscopia para lise de aderências e limpeza.
Empiema pleural que não responde à drenagem inicial e antibioticoterapia, com evidência de coleções septadas na tomografia, requer uma abordagem mais invasiva. A toracoscopia (VATS) é a conduta de escolha para lise das aderências, desbridamento e drenagem completa da cavidade pleural.
O empiema pleural é uma complicação grave de derrames pleurais parapneumônicos, caracterizado pela presença de pus na cavidade pleural. Geralmente ocorre em pacientes com pneumonia bacteriana e é uma condição que exige tratamento agressivo devido ao risco de sepse e morbimortalidade significativa. A falha da drenagem inicial e a persistência de sintomas indicam um quadro mais complexo. A evolução do empiema passa por três fases: exsudativa, fibrinopurulenta e organizativa. Na fase fibrinopurulenta, há formação de septos e loculações, impedindo a drenagem adequada por um único dreno. A tomografia de tórax é essencial para identificar essas coleções septadas. A persistência de febre e opacidades radiográficas após drenagem inicial sugere falha terapêutica e a presença de loculações. Quando o empiema se apresenta com coleções septadas e não responde à drenagem pleural e antibioticoterapia, a conduta mais adequada é a intervenção cirúrgica. A toracoscopia videoassistida (VATS) é o método preferencial, permitindo a lise das aderências, o desbridamento da cavidade pleural e a drenagem completa do pus, promovendo a reexpansão pulmonar. Em casos mais avançados ou com falha da VATS, a toracotomia com decorticação pode ser necessária.
Sinais incluem febre persistente, dor torácica, dispneia, e achados na toracocentese como pH baixo (<7.20), glicose baixa (<60 mg/dL), LDH elevado (>1000 U/L), e presença de bactérias ou pus.
A toracoscopia permite visualizar diretamente a cavidade pleural, quebrar as aderências (lise), remover o pus e o tecido fibrinoso (desbridamento) e garantir a drenagem completa das coleções, promovendo a reexpansão pulmonar.
Complicações incluem fibrose pleural, encarceramento pulmonar (pulmão preso), fístula broncopleural, sepse, e em casos graves, óbito. O tratamento precoce e adequado é crucial.
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