HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
A causa mais comum de empiema pleural é:
Empiema pleural → complicação mais comum de pneumonia bacteriana não tratada ou mal tratada.
O empiema pleural é uma coleção de pus no espaço pleural, sendo a pneumonia bacteriana a causa mais frequente. A progressão de um derrame parapneumônico para empiema ocorre quando há invasão bacteriana do espaço pleural, levando à inflamação e formação de exsudato purulento.
O empiema pleural é uma complicação grave de infecções pulmonares, caracterizado pelo acúmulo de pus no espaço pleural. Sua etiologia mais comum é a pneumonia bacteriana, que pode evoluir para um derrame parapneumônico complicado e, subsequentemente, para empiema se não for adequadamente tratado. É crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecer essa condição devido à sua morbidade e mortalidade significativas. A fisiopatologia envolve a progressão da infecção pulmonar para o espaço pleural, levando à formação de um exsudato inflamatório que se torna purulento. O diagnóstico é suspeitado clinicamente por febre, dor torácica e dispneia, e confirmado por exames de imagem e análise do líquido pleural. A toracocentese diagnóstica é fundamental para diferenciar um derrame parapneumônico simples de um complicado ou empiema, guiando a conduta terapêutica. O tratamento do empiema pleural é multifacetado, incluindo antibioticoterapia sistêmica prolongada e drenagem eficaz do espaço pleural. A escolha do antibiótico deve cobrir os patógenos mais comuns da pneumonia (Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus, anaeróbios). A drenagem pode variar de toracocentese a procedimentos cirúrgicos como a videotoracoscopia, dependendo da extensão e organização do empiema. O prognóstico está diretamente relacionado à precocidade do diagnóstico e à adequação do tratamento.
Os sinais e sintomas incluem febre, dor pleurítica, dispneia, tosse, prostração e, ao exame físico, macicez à percussão e diminuição do murmúrio vesicular na área afetada. Pode haver sinais de sepse.
O diagnóstico é baseado na clínica, radiografia de tórax (derrame pleural), ultrassonografia ou tomografia de tórax e, principalmente, na análise do líquido pleural obtido por toracocentese, que revela pus franco, pH < 7,20, glicose < 40 mg/dL e LDH > 1000 U/L.
O tratamento envolve antibióticos de amplo espectro, geralmente por via intravenosa, e drenagem do espaço pleural. A drenagem pode ser feita por toracocentese de repetição, dreno torácico ou, em casos mais complexos, videotoracoscopia ou toracotomia.
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