Empiema Pleural: Critérios Diagnósticos no Líquido Pleural

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2016

Enunciado

Um lactente de 2 anos é admitido com quadro de broncopneumonia com derrame pleural. É realizada a punção pleural e o líquido obtido é enviado para análise. Espera-se que, para confirmar a possibilidade de empiema pleural, os resultados demonstrem todos os abaixo, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Proteína do líquido pleural > 3 g.
  2. B) Relação de proteína entre líquido pleural e plasma > 0,5.
  3. C) pH do líquido pleural < 7,1.
  4. D) Glicose do líquido pleural < 40 mg/dL.
  5. E) Relação de DHL entre líquido pleural e plasma < 0,6.

Pérola Clínica

Empiema pleural → pH < 7,2, glicose < 40, DHL > 1000, proteínas > 3. Relação DHL LP/Plasma > 0,6.

Resumo-Chave

O empiema pleural é uma complicação grave de derrames parapneumônicos, caracterizado pela presença de pus no espaço pleural. A análise do líquido pleural é crucial para o diagnóstico, e os critérios de Light, juntamente com parâmetros como pH e glicose, são usados para diferenciar exsudatos complicados e empiema, que tipicamente apresentam pH baixo, glicose baixa e DHL alto.

Contexto Educacional

O empiema pleural é uma complicação grave de derrames parapneumônicos, caracterizado pela presença de pus no espaço pleural. É mais comum em crianças pequenas e idosos, frequentemente associado a pneumonias bacterianas. A importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento agressivos para prevenir complicações como fibrose pleural, encarceramento pulmonar e sepse. A fisiopatologia do empiema envolve a progressão de um derrame parapneumônico para uma infecção bacteriana no espaço pleural. Inicialmente, há um exsudato estéril, que pode evoluir para um derrame complicado com proliferação bacteriana e formação de pus. A análise do líquido pleural é fundamental para o diagnóstico. Espera-se que o empiema apresente características de exsudato (critérios de Light), com pH baixo (< 7,1-7,2), glicose baixa (< 40 mg/dL), DHL muito elevado (> 1000 U/L) e, frequentemente, cultura positiva. A relação DHL entre líquido pleural e plasma é tipicamente alta (> 0,6). O tratamento do empiema pleural envolve antibioticoterapia sistêmica e drenagem do espaço pleural. A drenagem pode ser realizada por toracocentese de repetição, drenagem torácica com tubo ou, em casos mais complexos, videotoracoscopia ou toracotomia. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas pode haver sequelas pulmonares se o tratamento for tardio. Pontos de atenção incluem a escolha do antibiótico com base na sensibilidade e a avaliação da necessidade de desbridamento cirúrgico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para diagnosticar empiema pleural?

O empiema pleural é diagnosticado pela presença de pus macroscópico no líquido pleural, pH < 7,1-7,2, glicose < 40 mg/dL, DHL elevado (> 1000 U/L) e cultura bacteriana positiva.

Qual a importância do pH do líquido pleural no empiema?

Um pH baixo (< 7,1-7,2) no líquido pleural é um forte indicador de empiema ou derrame parapneumônico complicado, refletindo o metabolismo bacteriano e a inflamação local.

Como o empiema pleural difere de um derrame parapneumônico não complicado?

O empiema é um derrame parapneumônico complicado com infecção bacteriana franca no espaço pleural, exigindo drenagem. Derrames não complicados são estéreis e geralmente resolvem com antibióticos.

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