SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2024
Sobre o tratamento do Empiema Pleural,
Empiema pleural: pleurostomia é opção para pacientes com múltiplas comorbidades e alto risco cirúrgico.
A pleurostomia, ou drenagem aberta, é uma alternativa para o tratamento do empiema pleural em pacientes debilitados, com múltiplas comorbidades ou alto risco cirúrgico, quando a drenagem fechada ou a cirurgia torácica não são adequadas.
O empiema pleural é uma coleção de pus no espaço pleural, geralmente uma complicação de pneumonia bacteriana, mas também pode ser secundário a cirurgias torácicas, traumas ou outras infecções. É uma condição grave que requer tratamento agressivo, pois a não resolução pode levar a fibrose pleural, aprisionamento pulmonar e sepse. A incidência tem aumentado, especialmente em idosos e imunocomprometidos. A fisiopatologia envolve a progressão de um derrame pleural parapneumônico não complicado para um derrame complicado e, finalmente, para o empiema, com a formação de fibrina e septações. O diagnóstico é feito por toracocentese com análise do líquido pleural (pH < 7,20, glicose < 60 mg/dL, LDH > 1000 U/L, presença de bactérias ou pus franco). A imagem (radiografia, ultrassonografia, TC de tórax) auxilia na localização e caracterização da coleção. O tratamento do empiema pleural é multifacetado e inclui antibioticoterapia sistêmica prolongada e drenagem do espaço pleural. A drenagem pode variar desde toracocentese de repetição, drenagem torácica fechada com dreno, videotoracoscopia para desbridamento e lise de aderências, até toracotomia aberta para decorticação. A pleurostomia é uma opção para casos selecionados, como pacientes com múltiplas comorbidades e alto risco cirúrgico, onde uma abertura permanente é criada para drenagem contínua.
A pleurostomia é indicada para pacientes com empiema crônico, cavidades pleurais persistentes, fístulas broncopleurais ou em pacientes muito debilitados com múltiplas comorbidades e alto risco cirúrgico para procedimentos mais invasivos.
A antibioticoterapia é essencial e deve ser iniciada empiricamente, cobrindo os patógenos mais prováveis, e posteriormente ajustada com base nos resultados de culturas e antibiograma. No entanto, deve sempre ser combinada com a drenagem da coleção purulenta.
Os princípios incluem antibioticoterapia sistêmica adequada, drenagem do espaço pleural (toracocentese, dreno de tórax, videotoracoscopia ou toracotomia) e, em alguns casos, fibrinólise intrapleural para quebrar septações.
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