TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2022
A avaliação laboratorial do empiema pleural deve ser compatível com:
Empiema = pH < 7,2 + Glicose < 60 + DHL > 1000 + Pus ou Gram/Cultura (+).
O empiema representa a fase exsudativa complicada de um derrame parapneumônico, exigindo drenagem imediata para evitar loculações e encarceramento pulmonar.
O empiema pleural evolui em três fases: exsudativa (fluido livre), fibrinopurulenta (loculações) e de organização (casca pleural). A análise bioquímica do líquido pleural obtido por toracocentese é fundamental para identificar precocemente a fase complicada, onde o consumo de glicose pelo metabolismo bacteriano e a acidose local indicam a necessidade de intervenção cirúrgica ou drenagem.
O diagnóstico é sugerido por um líquido pleural com aspecto purulento, pH < 7,2, glicose < 40-60 mg/dL e desidrogenase lática (DHL) > 1000 U/L. A presença de bactérias no Gram ou cultura também confirma o diagnóstico.
É considerado complicado quando apresenta características bioquímicas de invasão bacteriana (pH < 7,2, glicose < 60 mg/dL, DHL > 1000 U/L) ou evidência direta de microrganismos, indicando que o derrame não se resolverá apenas com antibióticos.
A conduta imediata, além da antibioticoterapia sistêmica, é a drenagem do espaço pleural (geralmente por drenagem de tórax em selo d'água) para remover o material infectado e permitir a reexpansão pulmonar.
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