UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Paciente masculino, 42 anos, diabético, refere que há duas semanas iniciou quadro gripal, com tosse e expectoração clara que evoluiu para amarelo-esverdeada, associado à febre e à queda do estado geral. Há 3 dias, foi admitido na UPA onde foi submetido à drenagem pleural fechada tecnicamente correta com saída de pus e encaminhado ao serviço de cirurgia devido a não melhora radiológica, sem reexpansão pulmonar e com espessamento pleural importante.A conduta correta, nesse caso, é
Empiema com falha de drenagem e espessamento pleural → TC de tórax e considerar decorticação pulmonar.
Empiema pleural que não melhora após drenagem fechada, com persistência de pus, não reexpansão pulmonar e espessamento pleural significativo, sugere a formação de lóculos ou uma casca pleural fibrótica. Nesses casos, a tomografia de tórax é essencial para avaliar a extensão e a necessidade de procedimentos mais invasivos, como a decorticação pulmonar, para permitir a reexpansão do pulmão e resolver a infecção.
O empiema pleural é uma complicação grave de infecções pulmonares, caracterizado pela presença de pus no espaço pleural. Geralmente, é uma evolução de um derrame pleural parapneumônico não tratado adequadamente ou de uma pneumonia necrotizante. Pacientes diabéticos, como o do caso, têm maior risco de infecções graves e complicações. O manejo inicial envolve antibioticoterapia e drenagem do espaço pleural, geralmente por dreno torácico. No entanto, em alguns casos, a drenagem pleural fechada pode ser insuficiente, especialmente quando o empiema se torna organizado, com formação de septações e uma 'casca' fibrótica espessa que impede a reexpansão pulmonar. A persistência de febre, queda do estado geral, ausência de melhora radiológica e não reexpansão pulmonar após drenagem adequada são sinais de falha terapêutica. Nessa situação, a tomografia de tórax é essencial para uma avaliação detalhada da cavidade pleural, identificando a extensão do processo, a presença de lóculos e o grau de espessamento pleural. Com base nesses achados, o paciente pode ser considerado candidato à decorticação pulmonar, um procedimento cirúrgico que remove a casca fibrótica e permite a reexpansão do pulmão, sendo crucial para a resolução da infecção e a recuperação da função pulmonar.
Sinais de falha da drenagem incluem persistência de febre e sintomas sistêmicos, ausência de melhora radiológica, não reexpansão pulmonar, persistência de débito purulento ou formação de lóculos no espaço pleural, e espessamento pleural progressivo.
A decorticação pulmonar é indicada em casos de empiema crônico ou organizado, onde há falha da drenagem pleural fechada, formação de uma 'casca' fibrótica espessa que impede a reexpansão pulmonar e persistência da infecção.
A tomografia de tórax é fundamental para avaliar a extensão do empiema, identificar lóculos, avaliar o grau de espessamento pleural, a presença de fístulas broncopleurais e a condição do parênquima pulmonar subjacente, guiando a decisão sobre a necessidade e o tipo de intervenção cirúrgica.
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