HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024
Paciente de 28 anos e com empiema pleural é submetido à drenagem torácica em selo d'água. Cinco dias após, mantém quadro febril com radiografia de toráx sem melhora em relação ao exame inicial. A ultrassonografia demostrou presença de coleção multiloculada com septos grosseiros e conteúdo espesso. Assinale a alternativa CORRETA com relação à conduta mais apropriada:
Empiema multiloculado com falha de drenagem → pleuroscopia/videotoracoscopia para lise de aderências e nova drenagem.
A persistência de febre e coleção multiloculada com septos grosseiros após drenagem inicial indica falha da drenagem simples. A pleuroscopia (ou videotoracoscopia) permite a lise das aderências e a drenagem efetiva das coleções, sendo a conduta mais apropriada antes de uma toracotomia aberta.
O empiema pleural é uma coleção de pus na cavidade pleural, geralmente uma complicação de pneumonia. O tratamento inicial consiste em antibioticoterapia e drenagem torácica em selo d'água. No entanto, em alguns casos, a infecção progride para uma fase fibrinopurulenta, onde se formam septos e loculações, impedindo a drenagem adequada e resultando em falha terapêutica. Quando a drenagem inicial falha, como evidenciado pela persistência de febre e a presença de coleção multiloculada com septos grosseiros e conteúdo espesso na ultrassonografia, uma abordagem mais invasiva é necessária. A pleuroscopia (ou videotoracoscopia) é a conduta mais apropriada nessa situação. Ela permite a visualização direta da cavidade pleural, a lise das aderências e septos (desbridamento), e a colocação de drenos em posições estratégicas para garantir a drenagem completa das coleções. Outras opções incluem o uso de fibrinolíticos intrapleurais para tentar dissolver os septos, mas a pleuroscopia oferece a vantagem de uma intervenção mecânica direta. A toracotomia exploradora com decorticação pulmonar é uma opção mais invasiva, geralmente reservada para casos crônicos ou falha de abordagens menos invasivas. Para residentes, é crucial reconhecer os sinais de falha da drenagem inicial e escalar a terapia de forma oportuna para evitar complicações e otimizar o prognóstico do paciente.
A persistência de febre, leucocitose, piora clínica e radiológica, ou a demonstração de coleção multiloculada com septos grosseiros e conteúdo espesso por ultrassonografia ou TC, indicam falha da drenagem inicial.
A pleuroscopia (ou videotoracoscopia) permite visualizar diretamente a cavidade pleural, realizar a lise das aderências e septos (desbridamento), e posicionar drenos de forma mais eficaz, garantindo a drenagem completa do empiema.
A toracotomia exploradora com decorticação pulmonar é geralmente reservada para casos de empiema crônico, com falha de abordagens menos invasivas como a pleuroscopia, ou quando há encarceramento pulmonar significativo.
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