HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026
Sobre as afecções cirúrgicas do tórax, assinale a alternativa correta:
Empiema fibrinopurulento → Decorticação cirúrgica (VATS ou toracotomia) para expansão pulmonar.
O empiema pleural evolui em fases; na fase fibrinopurulenta, a formação de septos e lojas impede a drenagem simples, exigindo intervenção cirúrgica para limpeza e decorticação.
A patologia pleural exige compreensão das fases inflamatórias e hemodinâmicas. No empiema, a transição para a fase fibrinopurulenta marca a perda de eficácia do dreno tubular simples devido às lojas e septos que impedem o esvaziamento completo. A decorticação, preferencialmente por vídeo (VATS), visa remover a fibrina e a pleura visceral espessada para permitir a reexpansão pulmonar. No trauma, o reconhecimento do hemotórax maciço e do pneumotórax hipertensivo é vital. O hemotórax maciço requer reposição volêmica e avaliação cirúrgica imediata. Já o quilotórax, citado em alternativas comuns, geralmente inicia com tratamento conservador (dieta com triglicerídeos de cadeia média ou jejum) antes de se considerar a ligadura do ducto torácico.
O empiema pleural evolui em três fases: 1) Fase Exudativa (fluido estéril, baixa celularidade); 2) Fase Fibrinopurulenta (invasão bacteriana, deposição de fibrina, formação de septos e lojas); 3) Fase Organizada ou Crônica (proliferação de fibroblastos, formação de carapaça fibrosa que encarcera o pulmão). A conduta varia de drenagem simples na fase inicial até decorticação cirúrgica nas fases avançadas.
O hemotórax maciço é definido pela drenagem imediata de ≥ 1.500 mL de sangue após a inserção do dreno de tórax ou um débito contínuo de 200 mL/h nas primeiras 2 a 4 horas. Diferente do enunciado da questão (que citou 1.000 mL em 24h), o critério de gravidade é muito mais agudo e volumoso, indicando frequentemente a necessidade de toracotomia de urgência para controle da fonte de sangramento.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência com risco iminente de morte devido ao desvio do mediastino e compressão das grandes veias, levando à redução do retorno venoso e choque obstrutivo. O diagnóstico é estritamente clínico (hipotensão, desvio de traqueia, ausência de murmúrio vesicular, timpanismo). Perder tempo com exames de imagem retarda a descompressão torácica salvadora.
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