Empiema Crônico Refratário: Opções de Tratamento Cirúrgico

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente idoso, acometido de pneumonia, evolui com piotórax parapneumônico e sepse. O empiema tem evolução maior que 4 semanas, sendo refratário à drenagem torácica prolongada.O tratamento mais recomendado nesta situação é:

Alternativas

  1. A) toracotomia com retirada de longo segmento de um arco costal (8-10 cm) e pneumectomia segmentar.
  2. B) drenagem aberta com remoção de segmentos curtos (3-6 cm) de uma, duas ou três costelas (procedimento de Eloesser).
  3. C) toracocentese com aspiração de líquido purulento e lavagem com enzimas fibrinolíticas.
  4. D) antibioticoterapia endovenosa prolongada, sensível a pseudomonas, em acesso venoso central.

Pérola Clínica

Empiema crônico (>4 semanas) refratário à drenagem → considerar drenagem aberta (Eloesser) ou decorticação.

Resumo-Chave

Empiemas crônicos, definidos por evolução superior a 4 semanas e refratários à drenagem torácica convencional, frequentemente requerem intervenções cirúrgicas mais definitivas. O procedimento de Eloesser, uma toracostomia aberta, é uma opção para promover a drenagem contínua e a cicatrização em pacientes selecionados, especialmente aqueles com alto risco cirúrgico para procedimentos mais extensos.

Contexto Educacional

O empiema pleural é uma coleção de pus no espaço pleural, frequentemente uma complicação de pneumonia (piotórax parapneumônico). Quando o empiema se torna crônico, com mais de 4 semanas de evolução e refratário às abordagens iniciais como drenagem torácica fechada e antibioticoterapia, a abordagem terapêutica se torna mais complexa e frequentemente requer intervenção cirúrgica. A importância clínica reside na alta morbidade e mortalidade se não tratado adequadamente. A fisiopatologia do empiema crônico envolve a formação de uma "casca" fibrótica espessa que aprisiona o pulmão, impedindo sua reexpansão e a drenagem do pus. O diagnóstico de cronicidade é clínico e radiológico. A suspeita deve surgir quando há falha na resolução com tratamento conservador. A sepse associada a um empiema crônico agrava o quadro, exigindo uma resolução rápida e eficaz. O tratamento para empiema crônico refratário pode variar. Em pacientes com bom estado geral, a decorticação pulmonar é o tratamento definitivo. No entanto, em pacientes idosos, debilitados ou com alto risco cirúrgico, procedimentos menos invasivos como a drenagem aberta com ressecção costal (procedimento de Eloesser) são opções viáveis para estabelecer uma drenagem contínua e controlar a infecção, melhorando o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quando um empiema é considerado crônico e refratário?

Um empiema é considerado crônico quando sua evolução ultrapassa 4 semanas e refratário quando não responde à drenagem torácica fechada prolongada e antibioticoterapia adequada.

Qual a indicação do procedimento de Eloesser?

O procedimento de Eloesser, uma drenagem torácica aberta, é indicado para empiemas crônicos refratários, especialmente em pacientes debilitados, idosos ou com alto risco cirúrgico, onde uma decorticação pulmonar completa seria muito agressiva.

Quais são as alternativas de tratamento para empiema crônico?

Além do procedimento de Eloesser, outras opções incluem a decorticação pulmonar (cirurgia mais invasiva para remover a casca fibrótica) e, em casos selecionados, a toracoscopia para lise de aderências e drenagem.

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