UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
No consultório, durante conversa do médico com um paciente diabético, é descrita uma opção terapêutica que tem como benefício ação diurética e redução de peso, mas não tem relação com resistência à insulina. Entretanto, tal medicação é menos potente na redução da hemoglobina glicada se comparada ao grupo das sulfonilureias. A droga que apresenta essas manifestações de forma bem definida é a:
Empagliflozina (iSGLT2) → diurese, ↓ peso, ↓ HbA1c (menos que sulfonilureias), independente de resistência à insulina.
A empagliflozina, um inibidor do SGLT2, age bloqueando a reabsorção de glicose nos túbulos renais, levando à glicosúria. Isso resulta em perda calórica (redução de peso) e efeito osmótico (ação diurética), sem depender da sensibilidade à insulina. Sua potência na redução da HbA1c é moderada, geralmente inferior às sulfonilureias.
Os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2), como a empagliflozina, representam uma classe terapêutica importante no manejo do Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2). Sua relevância clínica reside não apenas no controle glicêmico, mas também em benefícios cardiovasculares e renais comprovados, impactando significativamente a morbimortalidade desses pacientes. O mecanismo de ação dos iSGLT2 é distinto, atuando diretamente nos túbulos renais para inibir a reabsorção de glicose e sódio, resultando em glicosúria e natriurese. Este efeito é independente da função das células beta pancreáticas ou da sensibilidade à insulina, o que os torna uma opção valiosa em diversas fases da doença. A perda de glicose na urina contribui para a redução de peso e um leve efeito diurético. Embora a empagliflozina seja eficaz na redução da hemoglobina glicada (HbA1c), sua potência pode ser inferior à de outras classes, como as sulfonilureias. Contudo, seus benefícios adicionais, como a proteção cardiovascular e renal, a tornam uma escolha preferencial em pacientes com DM2 e comorbidades específicas. É fundamental que residentes compreendam esses diferenciais para otimizar o tratamento.
A empagliflozina inibe o cotransportador SGLT2 nos túbulos renais, reduzindo a reabsorção de glicose e aumentando sua excreção urinária (glicosúria).
Além de reduzir a glicemia, a empagliflozina promove perda de peso, tem ação diurética e demonstrou benefícios cardiovasculares e renais em pacientes com diabetes tipo 2.
A empagliflozina é menos potente na redução da hemoglobina glicada (HbA1c) em comparação com as sulfonilureias, mas oferece benefícios adicionais importantes.
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