HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Sobre os antidiabéticos orais, assinale a alternativa CORRETA.
Empagliflozina (inibidor SGLT2) → ↑ excreção glicose renal, ↓ eventos CV e ↓ peso, com proteção renal.
A Empagliflozina, um inibidor do SGLT2, é um antidiabético oral que atua de forma independente da insulina, promovendo a glicosúria. Seus benefícios vão além do controle glicêmico, incluindo proteção cardiovascular e renal, além de auxiliar na perda de peso, sendo uma opção valiosa para pacientes com DM2 e alto risco CV.
Os antidiabéticos orais representam um pilar fundamental no manejo do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), com diversas classes farmacológicas atuando em diferentes mecanismos fisiopatológicos. A escolha do agente deve considerar não apenas o controle glicêmico, mas também o perfil de segurança, comorbidades do paciente e benefícios cardiovasculares e renais. A Empagliflozina pertence à classe dos inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2), que revolucionaram o tratamento do DM2. Seu mecanismo de ação é independente da secreção ou sensibilidade à insulina, atuando diretamente nos rins para aumentar a excreção de glicose na urina (glicosúria). Isso leva à redução da glicemia, mas também a outros efeitos benéficos. Estudos clínicos robustos, como o EMPA-REG OUTCOME, demonstraram que a Empagliflozina não só melhora o controle glicêmico, mas também reduz significativamente o risco de eventos cardiovasculares maiores (MACE), hospitalizações por insuficiência cardíaca e progressão da doença renal crônica em pacientes com DM2 e doença cardiovascular estabelecida. Além disso, promove uma modesta perda de peso e redução da pressão arterial, tornando-a uma opção valiosa para pacientes com DM2 e alto risco cardiovascular.
A Empagliflozina inibe o cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2) nos túbulos renais, reduzindo a reabsorção de glicose e aumentando sua excreção urinária, diminuindo assim a glicemia de forma independente da insulina.
Além de reduzir a glicemia, a Empagliflozina demonstrou reduzir o risco de eventos cardiovasculares maiores, hospitalizações por insuficiência cardíaca e progressão da doença renal crônica, além de promover perda de peso e redução da pressão arterial.
Os efeitos colaterais mais comuns incluem infecções genitais micóticas, infecções do trato urinário e poliúria. Desidratação e hipotensão também podem ocorrer, especialmente em idosos ou pacientes em uso de diuréticos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo