USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
A imagem abaixo foi publicada pelo Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), ligado ao Observatório do Clima, e retrata as emissões desses gases por município e macrorregião brasileira, nos últimos 10 anos. A figura também discrimina os principais setores emissores desses mesmos gases, em cada município. Com base nas informações apresentadas e nos seus conhecimentos sobre esse problema, assinale a alternativa que melhor as interpreta.
Brasil: GEE ↑ principalmente por desmatamento Amazônico (pecuária/soja).
No Brasil, as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) são predominantemente impulsionadas pelo desmatamento, especialmente na Amazônia. As principais causas desse desmatamento são a expansão da agropecuária, com destaque para a criação de gado de corte e o cultivo de soja, que levam a queimadas e perda de biomassa florestal.
As emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no Brasil possuem um perfil distinto em comparação com países desenvolvidos. Enquanto globalmente a queima de combustíveis fósseis é a principal fonte, no Brasil, a mudança no uso da terra e as florestas, impulsionadas pelo desmatamento, representam a maior parcela das emissões. Este cenário tem implicações diretas na saúde pública, com eventos climáticos extremos, poluição do ar por queimadas e proliferação de doenças vetoriais. A região amazônica é o epicentro desse problema, onde a derrubada da floresta para a expansão da agropecuária, especialmente para a criação de gado de corte e o cultivo de soja, é a principal causa do desmatamento. As queimadas associadas a essa prática liberam grandes volumes de dióxido de carbono (CO2) e outros GEE na atmosfera, contribuindo significativamente para o aquecimento global e a perda de biodiversidade. Compreender as fontes de GEE no Brasil é fundamental para profissionais de saúde, pois as mudanças climáticas impactam diretamente a saúde humana. A poluição do ar por material particulado das queimadas afeta o sistema respiratório, enquanto as alterações nos padrões de chuva e temperatura podem influenciar a epidemiologia de doenças infecciosas. A conscientização sobre esses fatores é crucial para a promoção da saúde e a defesa de políticas ambientais.
No Brasil, o setor de mudança no uso da terra e florestas (principalmente desmatamento e queimadas) é o maior emissor de GEE, seguido pela agropecuária, energia e processos industriais.
O desmatamento libera grandes quantidades de carbono armazenado na biomassa das árvores e no solo, principalmente através de queimadas, convertendo-o em dióxido de carbono (CO2) e outros GEE na atmosfera.
A agropecuária contribui diretamente com emissões de metano (CH4) da fermentação entérica do gado e óxido nitroso (N2O) do uso de fertilizantes, além de ser a principal força motriz por trás do desmatamento para pastagens e lavouras.
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