Eminência de Eclâmpsia: Diagnóstico e Conduta

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2011

Enunciado

Paciente, com 27 anos de idade, segunda gestação (um parto normal anterior), com idade gestacional de 38 semanas, confirmada por ultrassonografia de 10 semanas, apresenta dinâmica uterina positiva e forte cefaleia. Refere uso de metildopa - 750mg/dia em três tomadas. Foi admitida com esse quadro na emergência de um hospital, queixando-se também de visão turva e de grande mal-estar. A anamnese e exame físico indicam paciente inquieta, poliqueixosa, referindo medo de morrer. Pressão arterial = 190x120mmhg, colo uterino fino e dilatado para 8 cm, apresentação cefálica, dorso à esquerda, contrações uterinas presentes - três em 10 minutos, de 45 segundos. Com base no quadro acima, qual o diagnóstico correto e a conduta a ser adotada?

Alternativas

  1. A) Pré-eclâmpsia grave. Paciente com indicação de parto cesáreo após normalização pressórica com nifedipina ou hidralazina.
  2. B) Eclâmpsia eminente. Indicação de sulfato de magnésio e hidralazina para correção dos níveis pressóricos e resolução do parto por via alta.
  3. C) Pré-eclâmpsia grave. Indicação de sulfato de magnésio e nifedipina para correção dos níveis pressóricos e resolução por parto abdominal.
  4. D) Crise hipertensiva na gestação e pré-eclâmpsia. Indicação de cesárea pela necessidade de remoção da placenta e introdução de nifedipina para correção dos níveis pressóricos.
  5. E) Eminência de eclâmpsia. Indicação de sulfato de magnésio e hidralazina para correção dos níveis pressóricos e resolução por parto vaginal.

Pérola Clínica

Cefaleia + Escotomas + Epigastralgia = Eminência de Eclâmpsia → MgSO4 + Anti-hipertensivo.

Resumo-Chave

A eminência de eclâmpsia é uma emergência obstétrica que exige profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e controle pressórico imediato, preferindo-se o parto vaginal se o trabalho de parto estiver avançado.

Contexto Educacional

A eminência de eclâmpsia caracteriza-se pela presença de sinais de irritabilidade do sistema nervoso central em uma gestante com pré-eclâmpsia. O tratamento imediato foca na prevenção da convulsão (estabilização neurológica com MgSO4) e na prevenção de complicações vasculares cerebrais (estabilização pressórica com hidralazina ou nifedipina). A resolução da gestação é o tratamento definitivo, mas a via de parto deve ser decidida com base nas condições obstétricas.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais de eminência de eclâmpsia?

Os sinais clássicos incluem cefaleia persistente e grave, distúrbios visuais (escotomas, visão turva), dor epigástrica ou no hipocôndrio direito e hiperreflexia. O 'medo de morrer' e a inquietação também são descritos como sinais premonitórios.

Como administrar o sulfato de magnésio?

Pode ser feito pelos esquemas de Pritchard (IM) ou Zuspan (EV). O objetivo é manter níveis terapêuticos para prevenir convulsões, monitorando sempre o reflexo patelar, a frequência respiratória e o débito urinário para evitar intoxicação.

Por que preferir o parto vaginal neste caso?

A paciente já se encontra com 8 cm de dilatação (fase ativa avançada). A cesariana em pacientes com pré-eclâmpsia grave impõe riscos cirúrgicos e anestésicos adicionais. Se o bem-estar fetal permitir, o parto vaginal é a via preferencial.

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