PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Paciente de 33 anos, G3P1A1, gestação de 9 semanas e 3 dias pela cronologia e confirmada por ultrassonografia, comparece ao pronto atendimento com náuseas e vômitos muito frequentes. Relata peso antes da gravidez de 64Kg e na consulta de pré-natal no dia anterior, de 63,2Kg. Diante do quadro descrito, qual o diagnóstico e a conduta MAIS ADEQUADOS?
Náuseas/vômitos gestacionais com perda de peso <5% → Êmese gravídica, manejo ambulatorial com dieta e hidratação oral.
A distinção entre emese gravídica e hiperêmese gravídica é crucial para a conduta. A perda de peso significativa (>5% do peso pré-gestacional) e distúrbios eletrolíticos são marcadores de hiperêmese, indicando necessidade de internação e tratamento mais agressivo. Na ausência desses critérios, o manejo ambulatorial é preferível.
A emese gravídica, ou náuseas e vômitos na gravidez (NVG), afeta até 80% das gestantes, sendo mais comum no primeiro trimestre. Embora geralmente benigna e autolimitada, pode impactar significativamente a qualidade de vida. É crucial diferenciar a emese gravídica da hiperêmese gravídica, uma condição mais grave que pode levar a complicações sérias para a mãe e o feto. A fisiopatologia da NVG não é totalmente compreendida, mas acredita-se estar relacionada a fatores hormonais (principalmente hCG e estrogênio), genéticos e psicossociais. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exclusão de outras causas. A avaliação do peso e dos eletrólitos séricos é fundamental para determinar a gravidade e guiar a conduta. O tratamento da emese gravídica leve a moderada é ambulatorial, com foco em modificações dietéticas, hidratação e, se necessário, antieméticos orais. Em casos de hiperêmese gravídica, a internação hospitalar é indicada para hidratação venosa, correção de eletrólitos, antieméticos intravenosos e, em situações extremas, nutrição parenteral. O manejo adequado visa prevenir desidratação, desnutrição e complicações metabólicas.
A hiperêmese gravídica é diagnosticada pela presença de náuseas e vômitos persistentes, perda de peso superior a 5% do peso pré-gestacional e, frequentemente, distúrbios hidroeletrolíticos e cetonúria.
A conduta inicial para emese gravídica leve a moderada envolve orientações dietéticas (refeições pequenas e frequentes, alimentos secos), hidratação oral adequada e, se necessário, antieméticos orais.
A internação é indicada em casos de hiperêmese gravídica, caracterizada por desidratação, desequilíbrio eletrolítico, perda de peso significativa e falha do tratamento ambulatorial.
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