Emergências Hipertensivas: Tratamento e Fármacos

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022

Enunciado

Sobre emergências hipertensivas e seu tratamento, está incorreto dizer que:

Alternativas

  1. A) Diuréticos como a Furosemida não devem ser utilizados nas urgências hipertensivas.
  2. B) A Nifedipina diminui a contração dos miócitos vasculares. Por isso não deve ser utilizada na emergência hipertensiva, visto que pode reduzir rapidamente os níveis pressóricos, com sérias repercussões tanto cerebrais levando a AVE, quanto no coração, provocando isquemia miocárdica.
  3. C) A droga de escolha para a maioria das emergências hipertensivas é o nitroprussiato de sódio. Indicada na hipertensão maligna, hemorragias subaracnóide e intracerebral, no edema agudo de pulmão e dissecção de aorta.
  4. D) A nitroglicerina está indicada nas emergências hipertensivas associadas a cardiopatias isquêmicas ( IAM e AI) por ser mais potente que o nitroprussiato.
  5. E) A hidralazina é opção no tratamento da emergência hipertensiva presente na eclâmpsia, e segunda alternativa na hipertensão maligna, hemorragias cerebrais ou insuficiência renal.

Pérola Clínica

Nitroglicerina é droga de escolha para emergências hipertensivas com isquemia miocárdica, não por ser mais potente que nitroprussiato.

Resumo-Chave

A nitroglicerina é preferencial em emergências hipertensivas associadas a síndromes coronarianas agudas devido aos seus efeitos venodilatadores e coronariodilatadores, que reduzem a pré-carga e melhoram o fluxo coronariano. No entanto, o nitroprussiato de sódio é geralmente considerado mais potente para uma redução rápida e controlada da pressão arterial em diversas outras emergências hipertensivas.

Contexto Educacional

As crises hipertensivas representam um desafio clínico significativo, sendo classificadas em urgências e emergências hipertensivas. As emergências hipertensivas são condições potencialmente fatais que exigem intervenção imediata para reduzir a pressão arterial e prevenir ou limitar a lesão de órgãos-alvo. O tratamento farmacológico deve ser individualizado, considerando a condição clínica subjacente e o órgão-alvo acometido, utilizando agentes intravenosos de ação rápida e controlável. O nitroprussiato de sódio é frequentemente considerado a droga de escolha para a maioria das emergências hipertensivas devido à sua potente e rápida ação vasodilatadora arterial e venosa, permitindo um controle preciso da pressão arterial. É indicado em situações como hipertensão maligna, dissecção aguda de aorta (em associação com betabloqueadores), edema agudo de pulmão e certas hemorragias intracranianas. No entanto, seu uso prolongado ou em altas doses pode levar à toxicidade por tiocianato ou cianeto, exigindo monitoramento. A nitroglicerina, por sua vez, é particularmente útil em emergências hipertensivas associadas a cardiopatias isquêmicas (infarto agudo do miocárdio, angina instável) e edema agudo de pulmão, devido aos seus efeitos venodilatadores predominantes, que reduzem a pré-carga cardíaca e a demanda de oxigênio do miocárdio. A hidralazina é uma opção para emergências hipertensivas na gravidez, como a eclâmpsia, e pode ser uma alternativa em outras situações. É crucial evitar o uso de Nifedipina sublingual em emergências hipertensivas, pois sua ação imprevisível e rápida pode causar hipotensão grave e isquemia de órgãos, como o cérebro e o coração.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre urgência e emergência hipertensiva?

A urgência hipertensiva é caracterizada por elevação grave da pressão arterial (PA > 180/120 mmHg) sem lesão aguda de órgão-alvo, permitindo redução gradual da PA em horas a dias. A emergência hipertensiva, por sua vez, apresenta elevação grave da PA com evidência de lesão aguda e progressiva de órgão-alvo, exigindo redução imediata da PA em minutos a poucas horas, geralmente com fármacos intravenosos.

Quando a nitroglicerina é a droga de escolha em emergências hipertensivas?

A nitroglicerina é a droga de escolha em emergências hipertensivas associadas a síndromes coronarianas agudas (infarto agudo do miocárdio, angina instável) e edema agudo de pulmão. Seus efeitos venodilatadores reduzem a pré-carga e a demanda de oxigênio miocárdica, enquanto a dilatação coronariana melhora o fluxo sanguíneo para o miocárdio isquêmico.

Por que a Nifedipina sublingual não deve ser usada em emergências hipertensivas?

A Nifedipina sublingual não deve ser utilizada em emergências hipertensivas devido à sua ação rápida e imprevisível, que pode levar a quedas abruptas e descontroladas da pressão arterial. Essa redução excessiva e rápida pode comprometer a perfusão de órgãos vitais, resultando em eventos isquêmicos cerebrais (AVE) ou miocárdicos (IAM), especialmente em pacientes com doença aterosclerótica preexistente.

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