HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024
Sobre o tratamento de emergências hipertensivas, é correto afirmar que:
Hemorragia Subaracnóidea pré-aneurisma: PAS < 160-180 mmHg para evitar ressangramento.
O manejo da pressão arterial em emergências hipertensivas é específico para cada condição. Na hemorragia subaracnóidea, o controle pressórico cuidadoso é crucial para prevenir ressangramento e isquemia, com alvos de PAS geralmente entre 160-180 mmHg antes da correção do aneurisma.
Emergências hipertensivas são condições clínicas graves caracterizadas por elevação acentuada da pressão arterial (geralmente PAS > 180 mmHg e/ou PAD > 120 mmHg) associada a lesão aguda de órgão-alvo. O reconhecimento e tratamento imediatos são cruciais para prevenir danos irreversíveis e reduzir a morbimortalidade. O manejo difere significativamente das urgências hipertensivas, onde não há lesão de órgão-alvo. O tratamento das emergências hipertensivas é altamente específico para a condição subjacente. Por exemplo, na hemorragia subaracnóidea, o controle pressórico visa prevenir o ressangramento, mantendo a PAS em 160-180 mmHg. Na dissecção de aorta, a redução rápida da PAS para 100-120 mmHg e da frequência cardíaca é prioritária para reduzir o estresse na parede aórtica, utilizando betabloqueadores e vasodilatadores. No AVC isquêmico com trombólise, a PAS deve ser mantida < 185/110 mmHg. Na encefalopatia hipertensiva, o objetivo é reduzir a pressão arterial média em 20-25% na primeira hora para evitar hipoperfusão cerebral. Em casos de hipertensão por uso de cocaína, betabloqueadores são contraindicados devido ao risco de vasoconstrição coronariana não oposta, sendo preferíveis vasodilatadores e benzodiazepínicos. O conhecimento dos alvos pressóricos e das drogas de escolha para cada cenário é fundamental para o residente.
Na hemorragia subaracnóidea, antes da correção do aneurisma, é razoável manter a pressão arterial sistólica (PAS) em valores inferiores a 160-180 mmHg para reduzir o risco de ressangramento, evitando hipotensão que possa causar isquemia cerebral.
Betabloqueadores são contraindicados na hipertensão induzida por cocaína porque podem exacerbar a vasoconstrição coronariana e sistêmica ao bloquear os receptores beta-adrenérgicos, deixando os receptores alfa-adrenérgicos sem oposição, o que pode piorar a isquemia e a hipertensão.
Na dissecção de aorta, o controle pressórico intensivo é fundamental, com o objetivo de reduzir a PAS rapidamente para 100-120 mmHg e a frequência cardíaca para 60 bpm. A terapia inicial geralmente envolve betabloqueadores intravenosos (como esmolol ou labetalol) antes ou concomitantemente com vasodilatadores como o nitroprussiato de sódio, para evitar taquicardia reflexa.
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