HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Assinale a alternativa correta:
Emergências diabéticas: Prevenir CAD com monitorização de cetonas; suspeitar de infecção (pneumonia) no EHH; confirmar hipoglicemia com a Tríade de Whipple.
A educação do paciente sobre a monitorização de glicemia e cetonas é a chave para prevenir a cetoacidose diabética. Infecções, como pneumonia, são os principais gatilhos para o estado hiperosmolar em idosos. A tríade de Whipple (sintomas, glicemia baixa, melhora com glicose) é o padrão para o diagnóstico de hipoglicemia.
As emergências diabéticas são condições agudas e potencialmente fatais que exigem reconhecimento e manejo rápidos. Elas se dividem em crises hiperglicêmicas (Cetoacidose Diabética e Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico) e hipoglicemia. A Cetoacidose Diabética (CAD) ocorre por deficiência absoluta de insulina, levando a hiperglicemia, cetose e acidose metabólica. A prevenção é fundamental e se baseia na educação do paciente para monitorar a glicemia e, crucialmente, as cetonas durante períodos de doença ou hiperglicemia persistente. O Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico (EHH) ocorre por deficiência relativa de insulina e é marcado por hiperglicemia e desidratação extremas, sem cetoacidose significativa. Em idosos, infecções como pneumonia e infecção do trato urinário são os principais fatores precipitantes. A hipoglicemia é a emergência diabética mais comum, especialmente em usuários de insulina ou sulfonilureias. Seu diagnóstico formal em pacientes conscientes ou inconscientes é estabelecido pela Tríade de Whipple: sintomas de hipoglicemia, confirmação laboratorial de glicemia baixa e resolução dos sintomas com a correção da glicose. O manejo rápido é vital para prevenir danos neurológicos.
Pacientes com DM1 devem pesquisar cetonas quando a glicemia capilar estiver persistentemente acima de 250 mg/dL, durante qualquer doença intercorrente (infecção, febre), ou se apresentarem sintomas de cetoacidose, como náuseas, vômitos ou dor abdominal.
A diferença crucial é a presença de alguma insulina residual no EHH, que é suficiente para suprimir a lipólise e a cetogênese, mas insuficiente para controlar a glicemia. Por isso, no EHH há hiperglicemia e desidratação mais severas, mas sem acidose metabólica significativa.
A tríade consiste em: 1) Sinais e sintomas consistentes com hipoglicemia (neuroglicopênicos ou adrenérgicos); 2) Baixa concentração de glicose plasmática documentada no momento dos sintomas; 3) Alívio dos sintomas após a administração de glicose.
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