Emergências Diabéticas: CAD, EHH e Hipoglicemia na Prática

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025

Enunciado

Assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A melhor orientação ao paciente para prevenção da cetoacidose diabética é a monitorização glicêmica domiciliar regularmente e, se possível, pesquisade cetonas na urina ou sangue quando houver hiperglicemia persistente.
  2. B) Os principais fatores precipitantes do estado hiperosmolar glicêmico em idosos são as pneumonias.
  3. C) O diagnóstico de hipoglicemia sempre deve ser suspeitado em pacientes inconscientes e sua caracterização é feita pela tríade de Wipple.
  4. D) Todas as alternativas acima estão corretas
  5. E) Todas as alternativas acima estão erradas.

Pérola Clínica

Emergências diabéticas: Prevenir CAD com monitorização de cetonas; suspeitar de infecção (pneumonia) no EHH; confirmar hipoglicemia com a Tríade de Whipple.

Resumo-Chave

A educação do paciente sobre a monitorização de glicemia e cetonas é a chave para prevenir a cetoacidose diabética. Infecções, como pneumonia, são os principais gatilhos para o estado hiperosmolar em idosos. A tríade de Whipple (sintomas, glicemia baixa, melhora com glicose) é o padrão para o diagnóstico de hipoglicemia.

Contexto Educacional

As emergências diabéticas são condições agudas e potencialmente fatais que exigem reconhecimento e manejo rápidos. Elas se dividem em crises hiperglicêmicas (Cetoacidose Diabética e Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico) e hipoglicemia. A Cetoacidose Diabética (CAD) ocorre por deficiência absoluta de insulina, levando a hiperglicemia, cetose e acidose metabólica. A prevenção é fundamental e se baseia na educação do paciente para monitorar a glicemia e, crucialmente, as cetonas durante períodos de doença ou hiperglicemia persistente. O Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico (EHH) ocorre por deficiência relativa de insulina e é marcado por hiperglicemia e desidratação extremas, sem cetoacidose significativa. Em idosos, infecções como pneumonia e infecção do trato urinário são os principais fatores precipitantes. A hipoglicemia é a emergência diabética mais comum, especialmente em usuários de insulina ou sulfonilureias. Seu diagnóstico formal em pacientes conscientes ou inconscientes é estabelecido pela Tríade de Whipple: sintomas de hipoglicemia, confirmação laboratorial de glicemia baixa e resolução dos sintomas com a correção da glicose. O manejo rápido é vital para prevenir danos neurológicos.

Perguntas Frequentes

Quando um paciente com diabetes deve pesquisar cetonas?

Pacientes com DM1 devem pesquisar cetonas quando a glicemia capilar estiver persistentemente acima de 250 mg/dL, durante qualquer doença intercorrente (infecção, febre), ou se apresentarem sintomas de cetoacidose, como náuseas, vômitos ou dor abdominal.

Qual a principal diferença fisiopatológica entre a Cetoacidose Diabética e o Estado Hiperosmolar?

A diferença crucial é a presença de alguma insulina residual no EHH, que é suficiente para suprimir a lipólise e a cetogênese, mas insuficiente para controlar a glicemia. Por isso, no EHH há hiperglicemia e desidratação mais severas, mas sem acidose metabólica significativa.

Quais são os componentes da Tríade de Whipple para o diagnóstico de hipoglicemia?

A tríade consiste em: 1) Sinais e sintomas consistentes com hipoglicemia (neuroglicopênicos ou adrenérgicos); 2) Baixa concentração de glicose plasmática documentada no momento dos sintomas; 3) Alívio dos sintomas após a administração de glicose.

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