CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2024
Emergência hipertensiva pós-operatória (EHPO):
EHPO = PAS > 190 mmHg e/ou PAD > 100 mmHg em 2 leituras no pós-operatório imediato.
A emergência hipertensiva pós-operatória é uma condição grave que exige reconhecimento e tratamento rápidos para evitar complicações. A definição precisa dos valores pressóricos e do período (pós-operatório imediato) é crucial para o diagnóstico correto e manejo adequado.
A emergência hipertensiva pós-operatória (EHPO) é uma complicação cardiovascular comum e potencialmente grave que pode ocorrer após procedimentos cirúrgicos. Sua incidência varia, mas é mais frequente em pacientes com histórico de hipertensão arterial sistêmica ou naqueles submetidos a cirurgias de grande porte. O reconhecimento precoce e o manejo adequados são fundamentais para prevenir desfechos adversos e melhorar a segurança do paciente. A fisiopatologia da EHPO é multifatorial, envolvendo ativação do sistema nervoso simpático, dor, ansiedade, hipovolemia ou hipervolemia, e uso de certas medicações. O diagnóstico é estabelecido por critérios pressóricos específicos: PAS > 190 mmHg e/ou PAD > 100 mmHg, confirmados em duas leituras consecutivas, e, crucialmente, no período pós-operatório imediato. A diferenciação entre urgência e emergência hipertensiva é vital, sendo a emergência caracterizada por lesão de órgão-alvo. O tratamento da EHPO visa a redução gradual e controlada da pressão arterial para evitar hipoperfusão. A escolha do agente anti-hipertensivo (geralmente intravenoso) depende da causa subjacente e da presença de lesão de órgão-alvo. O prognóstico está diretamente relacionado à rapidez e eficácia do controle pressórico, ressaltando a importância do monitoramento contínuo da pressão arterial no pós-operatório.
A EHPO é definida por elevação da PAS > 190 mmHg e/ou PAD > 100 mmHg, confirmada em duas leituras consecutivas.
A definição da EHPO se aplica especificamente ao período pós-operatório imediato, que geralmente compreende as primeiras horas após a cirurgia.
O reconhecimento rápido é crucial para prevenir complicações graves como AVC, infarto do miocárdio, edema pulmonar agudo ou sangramento no sítio cirúrgico.
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