Emergência Hipertensiva: Manejo em Adolescentes

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024

Enunciado

Adolescente, sexo feminino, 14 anos de idade, com IMC de 34, é levado ao PS com queixa de tontura, dor de cabeça e sensação de "aperto no peito". Ao exame, paciente apresentava-se em regular estado geral, queixando-se de muita dor de cabeça, orientada no tempo e espaço, corada, hidratada, eupneica (16 irpm), acianótica, afebril, levemente taquicárdica (120 bpm) e hipertensa (180 x 110 mmHg). Aparelho respiratório com murmúrio vesicular presente, sem ruídos adventícios. Aparelho cardiovascular com rítmo cardíaco regular em 2 tempos, bulhas normofonéticas, sem presença de sopros. Abdome globoso, flácido, indolor à palpação, fígado e baço não palpáveis, com ruídos hidroaéreos presentes. Pulsos palpáveis em extremidades. Agitada com sensação de opressão no peito. Realizado ECG que estava normal. Entre as condutas abaixo, a melhor nesse momento para essa paciente é:

Alternativas

  1. A) Captopril sublingual, com diminuição da PA em até 25% na primeira 1 hora de tratamento.
  2. B) Captopril sublingual e analgésicos, observação clínica até melhora dos sintomas de dor e opressão no peito.
  3. C) Nitroprussiato de sódio endovenoso, com diminuição da PA em até 25% nas primeiras 8 horas de tratamento.
  4. D) Captopril sublingual, com diminuição da PA em até 25% nas primeiras 8 horas de tratamento.
  5. E) Nitroprussiato de sódio endovenoso, com diminuição da PA em até 25% na primeira 1 hora de tratamento.

Pérola Clínica

Crise hipertensiva grave em adolescente → Nitroprussiato IV, reduzir PA 20-25% em 1h, evitar queda abrupta.

Resumo-Chave

A paciente apresenta uma emergência hipertensiva, caracterizada por elevação grave da pressão arterial associada a lesão de órgão-alvo (sintomas neurológicos e cardíacos). O tratamento deve ser com anti-hipertensivo intravenoso de ação rápida e controlada, como o nitroprussiato de sódio, visando uma redução gradual da PA para evitar hipoperfusão.

Contexto Educacional

Emergência hipertensiva é uma condição grave caracterizada por elevação acentuada da pressão arterial associada a lesão aguda de órgão-alvo, como cérebro, coração ou rins. Em adolescentes, a etiologia pode ser variada, incluindo hipertensão primária (obesidade), doenças renais ou endócrinas. A identificação precoce é crucial para prevenir sequelas graves. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre vasoconstritores e vasodilatadores, levando a um aumento da resistência vascular sistêmica e disfunção endotelial. O diagnóstico é clínico, com a presença de sintomas como cefaleia, tontura, dor torácica, associados a níveis pressóricos muito elevados (geralmente >180/110 mmHg). Exames complementares devem ser solicitados para avaliar a extensão da lesão de órgão-alvo. O tratamento visa a redução controlada da pressão arterial, geralmente em 20-25% na primeira hora, utilizando agentes intravenosos de ação rápida e titulável, como nitroprussiato de sódio, labetalol ou nicardipino. O objetivo é evitar uma queda abrupta da PA, que pode levar à hipoperfusão cerebral, cardíaca ou renal. O manejo adequado é fundamental para o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de emergência hipertensiva em adolescentes?

Os sinais incluem cefaleia intensa, tontura, alterações visuais, dor torácica, dispneia, alterações neurológicas e pressão arterial muito elevada, indicando lesão de órgão-alvo.

Qual a conduta inicial para emergência hipertensiva?

A conduta inicial envolve a administração de anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida e titulável, como nitroprussiato de sódio, labetalol ou nicardipino, com o objetivo de reduzir a PA em 20-25% na primeira hora.

Por que o captopril sublingual não é indicado em emergências hipertensivas?

O captopril sublingual possui absorção imprevisível e pode causar uma queda abrupta e descontrolada da pressão arterial, aumentando o risco de hipoperfusão de órgãos vitais como cérebro e coração.

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