UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015
Paciente do sexo feminino, negra, em sobrepeso, com 45 anos de idade, foi levada à emergência por quadro de cefaleia intensa e desorientação após estresse psicológico. Ao ser avaliada pelo clínico, ainda mantendo estado de desorientação, foi observado: PA: 200 x 120 mmHg; FC: 106 bpm; FR: 22 irpm; ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações; pupilas normorreagentes e sem alterações neurológicas motoras. Nesse caso, o diagnóstico e a conduta terapêutica mais adequados são:
PA > 180/120 mmHg + lesão de órgão-alvo (ex: encefalopatia) = Emergência Hipertensiva → Redução rápida da PA com droga IV (ex: nitroprussiato).
A presença de pressão arterial muito elevada (200x120 mmHg) associada a sinais de disfunção de órgão-alvo, como cefaleia intensa e desorientação (sugerindo encefalopatia hipertensiva), caracteriza uma emergência hipertensiva. Nesses casos, a redução rápida e controlada da PA com agentes intravenosos, como o nitroprussiato de sódio, é imperativa para prevenir danos maiores.
As crises hipertensivas são condições clínicas graves que se manifestam por elevações acentuadas da pressão arterial (PA). Elas são classificadas em urgências e emergências hipertensivas, sendo a distinção crucial para o manejo adequado. A emergência hipertensiva é definida pela presença de PA sistólica ≥ 180 mmHg e/ou diastólica ≥ 120 mmHg, acompanhada de lesão aguda e progressiva de órgão-alvo. Essa condição exige intervenção imediata para reduzir a PA e prevenir danos irreversíveis. O caso apresentado, com PA de 200x120 mmHg, cefaleia intensa e desorientação, é altamente sugestivo de encefalopatia hipertensiva, uma forma de lesão de órgão-alvo cerebral. Outras manifestações de emergência hipertensiva incluem acidente vascular cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio, edema pulmonar agudo, dissecção aguda da aorta e insuficiência renal aguda. O diagnóstico precoce e a rápida instituição do tratamento são fundamentais para o prognóstico do paciente. O tratamento da emergência hipertensiva envolve a redução da PA em um ritmo controlado, geralmente de 10-25% na primeira hora, com o objetivo de atingir níveis seguros nas primeiras 24 horas. Fármacos intravenosos de ação rápida e curta duração são preferidos, como o nitroprussiato de sódio, labetalol, nicardipino ou esmolol, dependendo da condição clínica específica e do órgão-alvo acometido. O nitroprussiato de sódio é um potente vasodilatador arterial e venoso, sendo uma excelente opção para a maioria das emergências hipertensivas, incluindo a encefalopatia.
A urgência hipertensiva é caracterizada por PA elevada sem lesão aguda de órgão-alvo, permitindo redução gradual. A emergência hipertensiva envolve PA elevada com lesão aguda de órgão-alvo, exigindo redução imediata da PA com fármacos intravenosos.
Os principais órgãos-alvo são cérebro (encefalopatia, AVC), coração (infarto, edema pulmonar agudo), rins (insuficiência renal aguda) e retina (retinopatia hipertensiva).
O nitroprussiato de sódio é um potente vasodilatador arterial e venoso de ação rápida e curta duração, permitindo um controle preciso da pressão arterial em situações de emergência, especialmente em casos de encefalopatia hipertensiva.
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