Emergência Hipertensiva e SCA: Diagnóstico e Manejo

HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2022

Enunciado

Um paciente do sexo masculino, com 59 anos e história de insuficiência coronariana, chega à Emergência com quadro de dor precordial, em repouso, há cerca de quinze minutos. Apresenta sudorese e PA: 190X120mmHg. Nesse caso, é CORRETO afirmar que o diagnóstico mais provável e a conduta mais adequada, são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) Emergência hipertensiva associada à síndrome coronariana aguda; tratar com MONA e metoprolol.
  2. B) Urgência hipertensiva associada à síndrome coronariana aguda; tratar com captopril, ácido acetilsalicílico e isordil®.
  3. C) Emergência hipertensiva associada à síndrome coronariana aguda; tratar com captopril, ácido acetilsalicílico e isordil®.
  4. D) Urgência hipertensiva associada à síndrome coronariana aguda; tratar com morfina eoxigênio, nitroglicerina, ácido acetilsalicílico (MONA) e captopril.

Pérola Clínica

Dor precordial + PA elevada + SCA = Emergência hipertensiva + SCA → MONA + betabloqueador.

Resumo-Chave

Um paciente com dor precordial em repouso, histórico de doença coronariana e hipertensão grave (PA 190x120 mmHg) apresenta uma emergência hipertensiva associada a uma síndrome coronariana aguda. A conduta inicial deve focar na estabilização da SCA com MONA (Morfina, Oxigênio, Nitroglicerina, AAS) e controle da pressão arterial com betabloqueadores como o metoprolol, que também reduz a demanda miocárdica.

Contexto Educacional

A emergência hipertensiva é definida por uma elevação grave da pressão arterial (geralmente PA sistólica > 180 mmHg ou diastólica > 120 mmHg) associada a lesão aguda de órgão-alvo. No caso apresentado, a dor precordial em repouso, histórico de insuficiência coronariana e sudorese sugerem fortemente uma Síndrome Coronariana Aguda (SCA), que configura uma lesão de órgão-alvo (coração). Portanto, o paciente apresenta uma emergência hipertensiva associada à SCA. O diagnóstico de SCA é clínico, eletrocardiográfico e laboratorial. A dor precordial em repouso em paciente com doença coronariana é um sinal de alerta máximo. A presença de hipertensão arterial descontrolada agrava a SCA, aumentando a pós-carga e a demanda miocárdica de oxigênio. É crucial reconhecer a coexistência dessas duas condições para um manejo adequado e rápido. A conduta inicial para a SCA segue o mnemônico MONA: Morfina (para dor), Oxigênio (se saturação < 90%), Nitroglicerina (para vasodilatação e alívio da dor, com cautela em hipotensão), e Ácido Acetilsalicílico (AAS) (antiagregante plaquetário). Além disso, o controle da hipertensão na emergência hipertensiva associada à SCA é fundamental. Betabloqueadores como o metoprolol são a escolha preferencial, pois reduzem a frequência cardíaca, a contratilidade miocárdica e a pressão arterial, diminuindo a demanda de oxigênio do miocárdio e limitando a área de infarto, desde que não haja contraindicações como bradicardia grave ou choque cardiogênico.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre urgência e emergência hipertensiva?

A urgência hipertensiva é uma elevação grave da PA sem lesão de órgão-alvo aguda, enquanto a emergência hipertensiva é uma elevação grave da PA com lesão de órgão-alvo aguda ou iminente, como SCA, AVC ou edema agudo de pulmão.

Qual a importância do tratamento MONA na Síndrome Coronariana Aguda?

MONA (Morfina, Oxigênio, Nitroglicerina, AAS) são medidas iniciais cruciais para aliviar a dor, reduzir a demanda de oxigênio do miocárdio, melhorar a oxigenação e inibir a agregação plaquetária, estabilizando o paciente.

Quando usar betabloqueadores em pacientes com SCA e hipertensão?

Betabloqueadores como o metoprolol são indicados precocemente em pacientes com SCA sem contraindicações (bradicardia, choque, insuficiência cardíaca descompensada), pois reduzem a demanda miocárdica de oxigênio, a frequência cardíaca e a pressão arterial.

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