HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2021
Qual das complicações hematológicas abaixo pode ser encontrada na emergência hipertensiva?
Emergência hipertensiva grave → dano endotelial → anemia hemolítica microangiopática (esquizócitos).
Em emergências hipertensivas, o aumento súbito e grave da pressão arterial pode causar dano endotelial generalizado. Isso leva à formação de microtrombos e à fragmentação dos glóbulos vermelhos ao passarem por esses vasos lesados, resultando em anemia hemolítica microangiopática, caracterizada pela presença de esquizócitos no esfregaço de sangue periférico.
A emergência hipertensiva é uma condição clínica grave caracterizada por elevação acentuada da pressão arterial (geralmente PAS > 180 mmHg e/ou PAD > 120 mmHg) associada a lesão aguda e progressiva de órgãos-alvo. Embora as manifestações mais conhecidas sejam neurológicas, cardíacas e renais, complicações hematológicas, como a anemia hemolítica microangiopática (AHMA), também podem ocorrer e são indicativas de gravidade. A fisiopatologia da AHMA na emergência hipertensiva envolve o dano endotelial difuso causado pela alta pressão e força de cisalhamento. Esse dano ativa a cascata de coagulação, levando à formação de microtrombos de fibrina nos pequenos vasos. À medida que os eritrócitos tentam passar por esses vasos estreitados e obstruídos, eles são mecanicamente fragmentados, resultando na formação de esquizócitos e hemólise intravascular. A trombocitopenia também é comum devido ao consumo plaquetário nos microtrombos. O reconhecimento da AHMA é crucial, pois indica uma forma grave de emergência hipertensiva, muitas vezes denominada hipertensão maligna. O tratamento visa a redução controlada da pressão arterial para interromper o ciclo de dano endotelial e prevenir mais lesões. O diagnóstico é laboratorial, com hemograma completo, esfregaço de sangue periférico, LDH, haptoglobina e bilirrubinas. O manejo rápido e eficaz da pressão arterial é essencial para reverter a microangiopatia e suas consequências hematológicas.
Os sinais laboratoriais incluem anemia, trombocitopenia, aumento da desidrogenase láctica (LDH), diminuição da haptoglobina e, mais caracteristicamente, a presença de esquizócitos (fragmentos de eritrócitos) no esfregaço de sangue periférico.
A emergência hipertensiva causa dano endotelial generalizado devido à força de cisalhamento elevada do sangue. Isso leva à deposição de fibrina e formação de microtrombos nos pequenos vasos, que fragmentam os eritrócitos ao passarem por eles, resultando em hemólise mecânica.
A diferenciação é feita principalmente pela presença de esquizócitos no esfregaço de sangue periférico, juntamente com trombocitopenia e evidência de hemólise (LDH elevada, haptoglobina baixa). Outras anemias podem não apresentar essa tríade ou os esquizócitos.
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