Emergência Hipertensiva na Pediatria: Manejo Agudo

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025

Enunciado

Adolescente de 14 anos em uso de corticosteroides como parte de tratamento de doença oncológica abdominal desenvolvem quadro clínico agudo de hipertensão arterial que evolui rapidamente com sintomas de náuseas, cefaleia e alterações visuais. Em seguida apresenta crise convulsiva focal e papiledema. Com base na condição clínica descrita, assinale a alternativa que contém as medidas terapêuticas mais adequadas para situação:

Alternativas

  1. A) Instalação imediata de monitorização por cateter arterial e uso de drogas endovenosa sem bolo como hidralazina e furosemida.
  2. B) Instalação imediata de monitorização por cateter arterial e uso de drogas endovenosas contínuas como nitroprussiato de sódio.
  3. C) Instalação de um cateter venoso central e uso de drogas por via oral, como nifedipina, enquanto o acesso venoso central não for obtido.
  4. D) Instalação de um cateter venoso central e uso de drogas endovenosas em bolo comopropranolol e captopril, enquanto o acesso venoso central não for obtido.

Pérola Clínica

Emergência hipertensiva → Redução gradual com drogas IV contínuas + Monitorização invasiva.

Resumo-Chave

Quadros de hipertensão grave com lesão de órgão-alvo (SNC, retina) exigem redução controlada da PA em ambiente de UTI para evitar hipoperfusão cerebral iatrogênica.

Contexto Educacional

A emergência hipertensiva na pediatria é definida pela elevação grave da pressão arterial associada a sinais de lesão aguda de órgãos-alvo, como encefalopatia (cefaleia, convulsões, alterações visuais) ou insuficiência cardíaca. O uso de corticosteroides em pacientes oncológicos é uma causa conhecida de hipertensão secundária grave. O tratamento deve ser realizado em Unidade de Terapia Intensiva, priorizando drogas endovenosas de infusão contínua. O nitroprussiato de sódio é frequentemente a droga de escolha devido ao seu início de ação imediato. A monitorização invasiva é crucial para titular a droga com segurança, prevenindo quedas abruptas da pressão que poderiam comprometer a perfusão cerebral, especialmente em pacientes com autorregulação cerebral já prejudicada pela crise.

Perguntas Frequentes

Qual a meta de redução da pressão arterial na emergência?

A meta inicial não é a normalização imediata, mas sim a redução da pressão arterial média em no máximo 25% do planejado nas primeiras 8 horas, visando atingir o percentil 95 para idade e altura em 24 a 48 horas, para evitar isquemia cerebral ou óptica.

Por que o nitroprussiato de sódio é preferido?

O nitroprussiato de sódio é um vasodilatador de ação ultrarrápida e meia-vida curta, permitindo um ajuste fino e imediato da dose conforme a resposta pressórica do paciente, o que é essencial em situações de lesão de órgão-alvo em evolução.

Qual a importância da monitorização arterial invasiva?

Em emergências hipertensivas tratadas com drogas vasoativas potentes, a monitorização por cateter arterial (PAI) é obrigatória para garantir leituras fidedignas e em tempo real, evitando oscilações perigosas que podem agravar o quadro neurológico.

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