FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Adolescente de 14 anos em uso de corticosteroides como parte de tratamento de doença oncológica abdominal desenvolvem quadro clínico agudo de hipertensão arterial que evolui rapidamente com sintomas de náuseas, cefaleia e alterações visuais. Em seguida apresenta crise convulsiva focal e papiledema. Com base na condição clínica descrita, assinale a alternativa que contém as medidas terapêuticas mais adequadas para situação:
Emergência hipertensiva → Redução gradual com drogas IV contínuas + Monitorização invasiva.
Quadros de hipertensão grave com lesão de órgão-alvo (SNC, retina) exigem redução controlada da PA em ambiente de UTI para evitar hipoperfusão cerebral iatrogênica.
A emergência hipertensiva na pediatria é definida pela elevação grave da pressão arterial associada a sinais de lesão aguda de órgãos-alvo, como encefalopatia (cefaleia, convulsões, alterações visuais) ou insuficiência cardíaca. O uso de corticosteroides em pacientes oncológicos é uma causa conhecida de hipertensão secundária grave. O tratamento deve ser realizado em Unidade de Terapia Intensiva, priorizando drogas endovenosas de infusão contínua. O nitroprussiato de sódio é frequentemente a droga de escolha devido ao seu início de ação imediato. A monitorização invasiva é crucial para titular a droga com segurança, prevenindo quedas abruptas da pressão que poderiam comprometer a perfusão cerebral, especialmente em pacientes com autorregulação cerebral já prejudicada pela crise.
A meta inicial não é a normalização imediata, mas sim a redução da pressão arterial média em no máximo 25% do planejado nas primeiras 8 horas, visando atingir o percentil 95 para idade e altura em 24 a 48 horas, para evitar isquemia cerebral ou óptica.
O nitroprussiato de sódio é um vasodilatador de ação ultrarrápida e meia-vida curta, permitindo um ajuste fino e imediato da dose conforme a resposta pressórica do paciente, o que é essencial em situações de lesão de órgão-alvo em evolução.
Em emergências hipertensivas tratadas com drogas vasoativas potentes, a monitorização por cateter arterial (PAI) é obrigatória para garantir leituras fidedignas e em tempo real, evitando oscilações perigosas que podem agravar o quadro neurológico.
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