HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Paciente hipertenso mal controlado, suspendeu, durante as festas do final de ano, sua medicação anti-hipertensiva, que era Atenolol, Enalapril e Hidroclorotiazida. Após discussão familiar, deu entrada no hospital com intenso mal-estar, desorientação e agitação, sendo, então, realizada tomografia de crânio. Foi abordado por quadro de emergência hipertensiva, que foi caracterizado na Tomografia de crânio. Qual dos itens abaixo NÃO é compatível com esse diagnóstico?
Emergência hipertensiva com alterações neurológicas → excluir lesões agudas como HSA, HIC, edema cerebral.
A emergência hipertensiva é uma condição grave que pode levar a lesões agudas de órgãos-alvo, incluindo o sistema nervoso central. A descontinuação abrupta de anti-hipertensivos é um fator de risco importante.
A emergência hipertensiva é definida pela elevação grave da pressão arterial (PA) associada a lesão aguda de órgão-alvo, sendo o sistema nervoso central um dos mais frequentemente afetados. Sua incidência é significativa em pacientes com hipertensão mal controlada ou que descontinuam a medicação, como no caso apresentado. É crucial reconhecer rapidamente essa condição para evitar danos irreversíveis. A fisiopatologia envolve uma falha na autorregulação cerebral, levando a hiperperfusão e ruptura da barreira hematoencefálica, resultando em edema cerebral, ou a hipoperfusão e isquemia. As manifestações neurológicas podem variar de cefaleia e confusão a convulsões e coma. A tomografia de crânio é fundamental para diferenciar as diversas causas de lesão cerebral aguda, como hemorragia intraparenquimatosa, hemorragia subaracnoide e edema cerebral. O tratamento visa a redução gradual e controlada da PA para evitar isquemia cerebral, utilizando anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da eficácia do tratamento, sendo essencial a educação do paciente sobre a adesão à terapia anti-hipertensiva.
Sinais incluem cefaleia intensa, alteração do nível de consciência, déficits focais, convulsões e papiledema, indicando encefalopatia hipertensiva ou AVC.
Hematoma subdural crônico é uma lesão de instalação lenta, geralmente associada a traumas prévios, e não uma complicação aguda direta da emergência hipertensiva.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, monitorização intensiva da pressão arterial e realização de neuroimagem urgente para identificar a lesão cerebral.
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